27/10/2009 Número de leitores: 798

Tendências do cinema de ficção científica contemporâneo: o caso Distrito 9

Alfredo Suppia Ver Perfil

Distrito 9 (District 9), de Neill Blomkamp, é um dos filmes de ficção científica mais criativos e interessantes de 2009. Estreou nos EUA em agosto e no Brasil em outubro de 2009. Versão estendida do curta Alive in Joburg (2005),mockumentary escrito e dirigido pelo próprio Blomkamp e criado a partir de uma estratégia de deslocamento discursivo.1 Inicialmente escalado por Peter Jackson para dirigir Halo, Blomkamp teve a oportunidade de realizar Distrito 9devido a impasse comercial relativo à adaptação em longa-metragem do famoso jogo para PC.2 Neill Blomkamp nasceu em 1979 em Johanesburgo, na África do Sul, e testemunhou o Apartheid em seu país, experiência que parece bastante influente no seu cinema, especialmente em Alive in Joburg e D9.

Distrito 9 foi rodado em câmera digital da marca Red e retoma o recurso à retórica documentária para estender o tratamento de um tema cada vez mais freqüente no cinema de ficção científica contemporâneo: a intolerância (racial, política, social ou de qualquer outra espécie). O título do filme foi inspirado no Distrito 6, uma área residencial na Cidade do Cabo que ficou conhecida por conta de 60 mil moradores que foram expulsos na década de 1970, durante o regime do Apartheid.3 Como em Alive em JoburgD9 explora a problemática ligada à convivência inter-racial ou intercultural. Mistura de Cidade de Deus (dir. Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002), A Mosca (David Cronenberg, 1986) e A Metamorfose (1915) de Kafka, D9 usa alienígenas como metáfora e retórica documental/televisiva para mostrar como o absurdo e o fantástico podem fazer parte da nossa realidade mais corriqueira.

Sem explicação aparente, uma gigantesca espaçonave estaciona sobre a cidade de Johanesburgo, na África do Sul. Uma imensa população de alienígenas é encontrada no interior da nave, abandonada à própria sorte. Pressionados pela militância pró-direitos humanos (ou, neste caso, direitos alienígenas), a população extraterrena é abrigada no terreno sob a espaçonave. A área é isolada pelas autoridades, ganha o nome de Distrito 9 e rapidamente assume os contornos de uma favela. A população alien vive em condições subumanas (ou sub-alienígenas), em barracos permeados pela criminalidade e pela relação tempestuosa com a máfia nigeriana. Os ETs têm aparência artrópode ou insectóide e logo ganham o apelido de “camarões” (prawns). Durante vinte anos a espaçonave permanece estacionada sobre o Distrito 9, até que os freqüentes conflitos na região e pressões populares para a retirada dos alienígenas levam a autoridade local a optar pela recondução dos extraterrestres a uma nova área, o Distrito 10. Nesse panorama, Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley) é o funcionário da MUN (Multinational United: nesse futuro fictício, corporações privadas confundem-se com o Estado) encarregado de chefiar a recondução dos alienígenas, tendo de obter a assinatura de cada um deles. Apesar dos conflitos, tudo corre dentro do esperado até Wikus invadir o barraco do alienígena Christopher Johnson e ter contato com um artefato estranho.



"Alive in Joburg"

 

A mixagem da ficção científica com o documentário, derivada de Alive in Joburg, confere a Distrito 9 uma ferramenta criativa bastante funcional para o tratamento de temas da agenda contemporânea travestidos de motivos fantásticos. Dessa forma, o filme de Blomkamp aponta uma tendência, não exatamente nova, mas retomada intensamente pelo cinema de ficção científica atual, conforme se observa em filmes como Filhos da Esperança (Children of Men, 2006), de Alfonso Cuarón, ou o curta Cybraceros (1997), de Alex Rivera, diretor do longa Sleep Dealer (2008). Vale a pena relembrar que associações entre o cinema de ficção científica e o cinema documentário remontam a filmes como A Mulher na Lua (Frau im Mond, 1929), de Fritz Lang, Destination Moon(1950), de Irving Pichel, O Monstro da Lagoa Negra (Creature from the Black Lagoon, 1954), de Jack Arnold4, ou ainda No Mundo de 2020 (Soylent Green, 1979), de Richard Fleischer. Todos esses filmes fizeram uso ao menos pontual da retórica documentária, por vezes mais ou menos colada à realidade científica ou do mundo histórico. Atualmente esse artifício parece ter se intensificado, e o recurso à retórica documentária, via mockumentaries inspirados, tem servido eficientemente para a reconciliação da ficção científica com uma de suas manifestações mais originais, a das antípodas ou utopias literárias dos séculos XVII, XVIII e mesmo XIX.



"Alive in Joburg"

 

Distrito 9 ilustra esse fenômeno com aptidão. Sua fábula reaproveita uma fórmula narrativa antiga para o tratamento de uma agenda contemporânea, mais especificamente de temas como o subdesenvolvimento, segregação racial, conflitos centro-periferia, o pós-colonialismo, o problema dos refugiados ao redor do mundo, a escalada de poder por parte das grandes corporações, a fusão do Estado com a iniciativa privada, atuação de forças paramilitares servindo interesses privados da indústria farmacêutica ou de armas, e um longo et Cetera. Enfim, D9 mobiliza um vasto repertório contemporâneo, com citações/metáforas que evocam diversas cenas ou temas do noticiário internacional, como a prisão de Guantánamo (cujo paralelo pode ser visto no assentamento alienígena) ou a segregação dos latinos nos EUA – cucarachaspodem encontrar seu paralelo nos prawns. Os terráqueos de Distrito 9, vale assinalar, praticam uma forma de intolerância e segregação derivada do racismo tradicional, o especismo, já problematizado por autores como Peter Singer, de A Libertação Animal (1975), entre outros. Tal prática reacionária, transferida para um contexto hipotético exacerbado, realça contornos das mais corriqueiras manifestações de intolerância ainda plenamente em vigor. Nesse sentido, Distrito 9 evidencia seu parentesco com a consagrada tradição das antípodas, fábulas de crítica social e política operantes por meio do contraste revelador. A partir do momento em que Wikus tem contato com a substância alienígena, a problematização do especismo (e, por extensão, do racismo e subdesenvolvimento num contexto pós-colonial) é realçada. Entra em jogo a categoria da impureza, aspecto tabu na cultura ocidental. Tal categoria já foi detidamente discutida pela antropóloga inglesa Mary Douglas (1921-2007), aluna de Edward Evans-Pritchard, o mais importante antropólogo britânico de meados do século 20. Douglas abre o livro que a tornou célebre, "Pureza e Perigo" (1966), com a seguinte afirmação: “A sujeira, tal como a conhecemos, é essencialmente desordem. A sujeira absoluta não existe: ela está nos olhos de quem a vê." Essas e outras informações podem ser consultadas em artigo do historiador britânico Peter Burke, publicado originalmente no caderno Mais! daFolha de S. Paulo, a propósito do falecimento de Mary Douglas em 16 de maio de 2007. O artigo encontra-se reproduzido no Jornal da Ciência da SBPC, disponível em http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=49321. Segundo Burke, “A grande idéia de Mary Douglas foi a de que os conceitos de poluição e de tabu, tão freqüentemente empregados para analisar o "pensamento primitivo" ou "a mente selvagem", eram igualmente relevantes para a compreensão do cotidiano dos ocidentais, como os ingleses.” Esmiuçando o pensamento de Douglas, Burke comenta ainda que

(...) aquilo que não se enquadra no sistema de classificação e, logo, ordenação do mundo de uma cultura específica -ou aquilo que está no limite ou na margem desse sistema- é comumente visto como sendo ameaçador e, portanto, como impuro, sujo.

Por que, por exemplo, os judeus e muçulmanos evitam comer carne de porco? 

Porque tanto judeus quanto árabes eram povos pastoris, que se alimentavam de seu gado, e os porcos não se enquadravam nos critérios que definiam o gado (eles tinham cascos fendidos, como os bovinos, mas, à diferença destes, não ruminavam).

De maneira semelhante, alguns grupos humanos enxergam outros como marginais, perigosos e sujos.

Assim os mendigos são vistos como sujos por pessoas que têm dinheiro, e o mesmo acontece com as prostitutas por parte das mulheres respeitáveis, com a classe trabalhadora por parte da classe média, com os judeus por parte de cristãos ou muçulmanos, e assim por diante.

Logo, não é por acaso que os brasileiros se refiram aos criminosos como sendo marginais.5

Entendemos que vale a pena cruzar a reflexão sobre o conceito de impureza de Mary Douglas com filmes de ficção científica contemporâneos que problematizam a alteridade cultural. Porque a categoria do impuro parece confortavelmente aplicável a toda uma gama de personagens dessa cinematografia, do velho conhecido zumbi (renovado por George Romero) aos alienígenas de Blomkamp em Distrito 9. Aliás, D9 problematiza particularmente a questão da impureza. De tal forma que à medida em que o protagonista se torna “impuro”, o conflito narrativo central ganha propulsão mais visível. O Wikus contaminado, “impuro”, ganha os contornos de um Gregor Samsa contemporâneo.

Não obstante, como em diversos filmes de ficção científica anteriores (ET de Spielberg incluído), o alienígena, por mais estranha que seja sua aparência, espelha um certo humanismo saudosista, romântico ou mesmo utópico, enquanto os terráqueos encarnam, em sua maioria, aquilo que há de mais bárbaro e repugnante. Nada mais humano que o alienígena Christopher Johnson, pai e salvador de seu povo, e nada mais alienígena do que Koobus, o milico fascínora em Distrito 9. Uma esquematização ingênua, mas muito tradicional, que é parcialmente desmontada pela fábula do filme de Blomkamp. Nesse aspecto vale a pena comentar a caracterização de Wikus, anti-herói movido essencialmente pela vaidade pessoal e apego às “coisas terrenas”. Wikus sofre um processo de redenção, vítima de uma fórmula industrial bem conhecida. Por outro lado, não é justo dizer que Distrito 9 se rende incondicionalmente aohappy ending. Muito pelo contrário, Blomkamp opta por um final indeterminado e auto-irônico, coerente com sua proposta geral.

Em termos formais, Distrito 9 opera em dois regimes: documentário e ficção, com oscilação de registro intercaladamente. Em linhas gerais, a ficção é inserida numa “moldura documentária” - ou “pseudodocumentária”, se se preferir. O filme abre e encerra com essa retórica (pseudo)documentária mais evidente, sendo que um “documentarismo diegético” de outra ordem persiste no miolo do longa, em diversas tomadas de câmeras de vigilância espalhadas em interiores e exteriores de Johanesburgo.




Em suma, há basicamente dois modos de ver Distrito 9. Pode-se assisti-lo como mero filme de ação sobre o tema da ameaça alienígena, ou aceitar o contrato da parábola, adentrando suas camadas argumentativas e o jogo com clichês e convenções de gênero. O segundo modo é naturalmente o mais rico, e referenda o filme de Blomkamp enquanto parábola contemporânea, alinhada a investidas similares em propósito, embora mais ou menos diferentes em termos formais, como Code 46 (2003), de Michael Winterbottom, Filhos da EsperançaSleep Dealer ou até mesmo 9: A Salvação (2009), produção de Tim Burton e Timur Bekmanbetov, com direção de Shane Acker. Assim como Distrito 99: A Salvação deriva de um curta-metragem, 9 (2005), também escrito e dirigido por Shane Acker. A propósito, longas derivados de curtas têm sido outra tendência no cinema contemporâneo, especialmente no cinema de ficção científica – vide outros casos como o de Cybraceros e Sleep Dealer, de Alex Rivera. Provavelmente resultado de uma reorganização do esquema produtivo com o advento da internet, do cinema digital, veículos de distribuição como Youtube e Vimeo e intensificação dos Fan Fics ou Fan Films. Fábula steampunk pós-apocalíptica, o filme de Acker oferece no entanto outro meio de abordar uma temática plenamente afim à de Distrito 9: a ameaça do uso inescrupuloso da ciência e da tecnologia.

Oriundo do mercado publicitário, Neill Blomkamp parece propenso a um cinema autoral no contexto de gênero (no caso, ficção científica). Com larga experiência em efeitos visuais, trabalhou como animador 3D em séries para TV comoStargate SG-1 (1997), Dark Angel (2000) e Smallville (2001), entre outras. Sua animação 3D é muito naturalista, conforme se verifica em Alive in Joburg ou nos curtas Tetra Vaal (http://video.libero.it/app/play?id=32d64c5951010bf62af6ad0581d488f4) e Yellow(http://www.youtube.com/watch?v=Jmd8BDiB-qU). Até Distrito 9 Blomkamp era pouco conhecido em Hollywood. No entanto, o diretor já colecionava uma série de bem-sucedidos filmes publicitários no currículo, como o comercial do novo Citröen C4 (http://vimeo.com/1431427), os filmes Evolution e Crab, para a Nike, vários filmes da campanha Adicolor da Adidas, como Yellow, e os comerciais do GP em Cannes 2008. Em 2007, três curtas promocionais do jogo Halo, chamadosHalo: Arms Race, já haviam sido desenvolvidos por Blomkamp em colaboração com a Bungie Studios.

Vale destacar que, tanto em Alive in Joburg quanto em D9, a animação digital naturalista e os efeitos visuais não eclipsam a fábula, e portanto não substituem uma boa idéia especulativa pelo espetáculo visual. Efeitos visuais no cinema de Blomkamp servem bem ao propósito da especulação criativa. É o que podemos constatar em seu curta Tempbot (2006), sátira da realidade trabalhista atual temperada pelo caso de amor entre um robô e uma chefe de RH. Tempbotdemonstra a fina ironia de Blomkamp em suas obras. O cineasta parece obcecado (no bom sentido do termo) com basicamente dois aspectos principais: a iconografia da robótica (seus andróides ou mecanóides dançam techno-rap, como em Citröen C4 - Alive With Technologyhttp://vimeo.com/1431427) e a retórica do documentário, especialmente o televisivo, para tratar temas fantásticos enxertados no absurdo do cotidiano (como em Tetra Vaal, espécie de Robocop sul-africano do Terceiro Mundo, disponível emhttp://video.libero.it/app/play?id=32d64c5951010bf62af6ad0581d488f4).

Embora titubeie entre fórmulas bem aceitas do cinema industrial e formas autorais de enfrentamento, Distrito 9 apresenta um teor de (auto)ironia e criatividade ausentes na maior parte da produção contemporânea do gênero. O motivo dos aliens viciados em comida de gato é “delicioso”. Sim, há muita ação, explosões e tiroteios, mas essas ocorrências não detratam necessariamente o conteúdo e a coerência do filme enquanto especulação inspirada sobre um futuro persistente de intolerância – ou crítica alegorizada do mundo de hoje. Noutro aspecto Distrito 9 também acena para uma tendência contemporânea: a transferência do cinema de ficção científica para cenários periféricos ou, melhor dizendo, a aplicação do gênero a contextos e temáticas do subdesenvolvimento. Porque não há nada mais familiar à ficção científica (ou pelo menos uma vertente considerável do gênero) do que uma cidade como São Paulo, Brasília, ou a capital mexicana. Esse deslocamento da ficção científica em relação a seus supostos centros originários e de poder é esperada há muito tempo. Um disco-voador que estaciona sobre Johanesburgo traz novas perspectivas em relação àquele que pousa no Central Park (O Dia em que a Terra Parou, dir. Robert Wise, 1951). Pena que o cinema brasileiro ainda não descobriu isso. Afinal, o que afastaria uma nave espacial de cenários como a cidade do Rio de Janeiro ou a Amazônia? Na literatura brasileira de ficção científica, a refração à ficção científica é menos evidente. Vide o caso de autores como Ignácio de Loyola Brandão (Não Verás País Nenhum, 1981), Jorge Luiz Calife ou, mais recentemente, Roberto Causo (O Par, 2008). O Par, novela de Causo ambientada na Amazônia, aborda o motivo da invasão alienígena de forma bastante cinemática. Seu estilo e até mesmo centralização em torno de um protagonista em jornada (interior e geográfica) facilitam a adaptação cinematográfica de O Par como road movie ou mesmo filme de ação nos moldes hollywoodianos. Mas o cinema brasileiro continua ignorante em relação a essas fontes e, a despeito do trabalho de diretores brasileiros de projeção internacional, como o Fernando Meirelles de Ensaio sobre a Cegueira (Blindness, 2008), ficção científica continua sendo vista como uma “idéia fora de lugar” no contexto tupiniquim. A rigor, nada impediria que um filme como Distrito 9 fosse rodado em Juiz de Fora, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, com equipe técnica brasileira – o filme de Blomkamp foi produzido por Peter Jackson e contou com o envolvimento de vários profissionais neo-zelandeses. Fica aqui um apelo à reavaliação de motivos fantásticos no cenário brasileiro. Também queremos nossos alienígenas!

Em resumo, Distrito 9 parece ilustrar 5 tendências nucleares do cinema de ficção científica contemporâneo – ou do próprio cinema como um todo (duas de ordem tecnológica, uma de ordem criativa ou operacional e duas de ordem conteudística): 1) o recurso à tecnologia digital de super-alta-definição, as câmeras RED de 4 ou 5K; 2) a incorporação naturalista de animações digitais, visando um cinema “hiperrealista”; 3) o uso do curta como laboratório ou roteiro experimental, para posterior expansão em longa-metragem; 4) a abordagem de temas da agenda contemporânea, como imigração ilegal, refugiados, segregação, interesses corporativos, etc., e finalmente 5) mixagem documentário-ficção científica na abordagem desse agenda settingcontemporâneo.



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1 Para realizar Alive in Joburg, Blomkamp entrevistou pessoas que viveram o fluxo imigratório na pele na capital sul-africana, transformando os depoimentos reais dos refugiados em uma espécie de documentário sobre alienígenas indesejados pela população local. (Carlos Merigo, “Behind the Brains: Neill Blomkamp eDistrito 9”, publicado em Brainstorm 9, 13/08/2009, disponível emhttp://www.brainstorm9.com.br/2009/08/13/behind-the-brains-neill-blomkamp-e-distrito-9/), para realizarAlive in Joburg Blomkamp entrevistou pessoas que viveram o fluxo imigratório na pele na capital sul-africana, transformando os depoimentos reais dos refugiados em uma espécie de documentário sobre alienígenas indesejados pela população local.

2 Peter Jackson, o diretor da trilogia O Senhor dos Anéis, contatou Blomkamp para que ele dirigisse o filme baseado no game Halo. Como até hoje o imbróglio entre FoxUniversal e Microsoft não foi resolvido, o projeto ficou em standby. Peter Jackson resolveu então dar suporte financeiro para que Blomkamp dirigisse outro filme, justamente Distrito 9. (Carlos Merigo, “Behind the Brains: Neill Blomkamp e Distrito 9”, publicado em Brainstorm 9, 13/08/2009, disponível emhttp://www.brainstorm9.com.br/2009/08/13/behind-the-brains-neill-blomkamp-e-distrito-9/.)

3 Carlos Merigo, “Behind the Brains: Neill Blomkamp e Distrito 9”, publicado em Brainstorm 9, 13/08/2009, disponível em http://www.brainstorm9.com.br/2009/08/13/behind-the-brains-neill-blomkamp-e-distrito-9/.

4 O Monstro inicia com longo prólogo ao estilo do documentário clássico que, curiosamente, menciona Deus como criador do universo antes de narrar didaticamente a formação da Terra e o desenvolvimento da vida.

 

Alfredo Suppia