07/06/2014 Número de leitores: 503

Hudinilson Júnior: presença e silêncio

Omar Khouri Ver Perfil


Hudinilson Urbano Júnior
. São Paulo 1957 – 28 de agosto de 2013. Morto aos 56 anos. Artista, pode-se dizer, multimídia, com atuação em várias modalidades de intervenção urbana: dos Graffiti à Perfornance, do individual ao coletivo. Desenhou, pintou, lidou com novas tecnologias, tendo utilizado o xerox como um processo, percebendo que havia ali uma linguagem com especificidade, e realizou alguns trabalhos memoráveis. Herói sobrevivente, tendo criado para si um tipo inconfundível, mostrou, em época recente, colagens de teor erótico, trabalho que vinha realizando nos últimos anos. Cheguei a participar com ele e com muitos outros artistas, brasileiros e gente de fora, de exposição no MAC, em 1982, ocasião em que o então jovem brilhou. Tive, em verdade, pouquíssimos contatos com o artista, muito embora eu o visse com constância em muitos eventos na Pauliceia, já que possuíamos amigos comuns. Em evento recente, no MASP, em que era lançado livro sobre Julio Plaza (que havia sido seu professor na FAAP), tive a oportunidade de dizer ao público presente (Hudinilson também ali) sobre a importância do trabalho em xerox que ele havia feito. Era, Hudinilson, um dos remanescentes de uma geração que realizou importantes intervenções na Urbe, fora do circuito comercial e sua obra deverá ter, em futuro próximo, uma avaliação cuidadosa, como merece. Requiescat in pace.

 


















*Fotos feitas por Omar Khouri, em São Paulo, em 17.11.2011, no MAC-Ibirapuera (3º andar do prédio da Bienal), com Regina Vater, a entrevistada por Cristina Freire (com seus orientandos em pesquisa), Bill Lundberg, e Hudinilson Júnior.

 

Omar Khouri