07/06/2014 Número de leitores: 628

Décio Pignatari: a memorável passagem do Fauno pelo planeta Terra

Omar Khouri Ver Perfil


Apesar da notoriedade e da notabilidade de sua atuação no campo da Poesia e de seus desdobramentos teórico-metalinguísticos - uma celebridade internacional, poder-se-ia dizer - Décio Pignatari, enquanto produtor-de-linguagem, é ainda mal conhecido no Brasil, principalmente no que diz respeito às suas façanhas em verso, num pré-Concretismo – as pessoas não leem?! – o que fez com que, por diversas vezes, Augusto de Campos viesse a bradar: -Esses poetas jovens querem fazer versos no âmbito da logopeia e desconhecem Décio Pignatari! De fato, as realizações pignatarianas, nos anos 1950 e até mesmo fins dos anos 1940, que antecedem experimentações já no âmbito da Poesia Concreta são, no mínimo, surpreendentes, admiráveis. Peças, como EupoemaFadas para EniNoção de Pátria (em que a logopeia se mescla à melopeia e à fanopeia) causam vertigem em ouvidos sensíveis e justificam aquela afirmação de Mário Faustino de que Décio e seus companheiros de aventura poética eram os nossos melhores verse-makers depois do fenômeno João Cabral de Melo Neto.
 

A morte de Décio Pignatari há 1 ano, em 2 de dezembro de 2012, foi mais um baque, duro baque para seus amigos e admiradores, ainda mais por ter sido inumado numa profundidade considerável, no Cemitério do Morumbi - após um velório que durou cerca de 4h30 - às 12h do dia 3 de dezembro, 26h30 após ter expirado. Se chega a restar algum residual de energia… “Noigandres, eh,noigandres…!” Como poderia desaparecer um repertório daqueles? - Que repertório se perde!, diria a poeta e designer visual Sonia Fontanezi.


Tive notícias de Décio Pignatari desde a 2ª metade dos anos 1960, eu ainda cursando o Curso Clássico, em Pirajuí: Carlos Valero discretamente divulgou o pequeno livro de poemas de seu irmão Luiz Antônio de Figueiredo, Poemética, no qual Décio, que era seu professor na Faculdade de Letras, em Marília, tinha alguma participação, e a fama de Décio se espalhava pela região como intelectual brilhante. Também, por aquela ocasião, o próprio Luiz Antônio esteve em nossa escola – IEDAP - fazendo uma preleção sobre Poesia. Tivemos, na mesma época, como conferencista, um outro professor de Marília – Ataliba Teixeira – que, entre outras coisas, mostrou o último número da revistaINVENÇÃO e, em especial, o poema encartado Organismo, que muito maravilhou a mim a meus colegas. Em fins dos anos 1960, a fama de Décio em Marília era enorme e o anedotário se espalhava – uma das coisas que se contavam sobre ele é que lia de 3 a 4 livros por semana! Décio também causou forte impressão em mim, ali pelos fins dos anos 1960, quando apareceu no programa da Record “Quem tem medo da verdade” (apresentado por Carlos Manga) para defender Rogério Duprat, frente a um corpo de jurados composto de imbecis (naquele papel): brilhante, sutil, informado, o poeta, na defesa do músico - Duprat havia levado adiante uma incrível performance em que nada respondia às perguntas desinformadas, mas levantava, a cada indagação, tabuletinhas com textos lacônicos. Décio foi dos primeiros dentre os grandes intelectuais-artistas do Brasil a não ver a televisão como um monstro, mas como um medium e a participar de programas televisuais e discorrer sobre o veículo. No ano de 1970, inícios, eu em São Paulo, Paulo Miranda me levou para ver um espetáculo numa das salas do Teatro Ruth Escobar: Plug – era uma apresentação multimídia neo-dada…. A seguir, o contato com a obra-prima de livro de metalinguagem que é o Contracomunicação: espanto e maravilhamento - marco inicial de meu conhecimento, de fato, da Poesia Concreta e de tudo o que os concretistas vinham fazendo e viriam a fazer. Daí, o meu primeiro contato pessoal com Décio Pignatari foi na Pós da PUC-SP, em 1974 (na Secretaria da Pós-Graduação em ‘Teoria Literária’ que, em 1978, passaria a se chamar ‘Comunicação e Semiótica’), a propósito de texto sobre Caetano Veloso, de uma sua aluna, que constaria da revista que eu e Paulo Miranda estávamos planejando: ARTÉRIA (por motivos de ordem técnica, o texto não foi por nós publicado, pois exigiria a impressão quadricrômica de um gráfico - eis a impossibilidade). O poeta conversou comigo, perguntou sobre o projeto, e falou que, quando de fato as coisas estivessem encaminhadas, colaboraria com algo inédito, o que me deixou entusiasmado. Um dos textos que ele destinou a ARTÉRIA 1, recusou incorporar à sua poesia completa (Poesia pois é poesia), mas foi, em 2006, republicado em número especial do SUPLEMENTO MINAS GERAIS:

 

Ai!cai 
signos que ficam, faço!
porém, signo dos signos,
não fico – passo.

 

Daí, nasceu uma amizade destinada a durar mais de 3 décadas. À inteligência prodigiosa, ao altíssimo e abrangente repertório e à capacidade de estabelecer relações, somava-se um timbre vocal claríssimo e enérgico e uma dicção perfeita, o que fazia de Décio Pignatari, um grande orador, sem retórica oca, porém. Isto, em parte, explica o grande professor que foi.


Em mais de uma ocasião, Décio Pignatari disse que o artista brasileiro quase-sempre decai depois dos 40 anos de idade, e apontava uma das raras exceções em Alfredo Volpi. Certamente, a regra não caberia a Pignatari que, aos 81, lançou livro – uma história infantil para adultos, dizia – Bili com limão verde na mão, cuja compreensão carece de um grande esforço, já que altíssimo repertório foi mobilizado para concebê-lo e realizá-lo, e levará anos até que seja fruído e amado, mesmo pelos aficionados das façanhas pignatarianas, que não foram poucas.
 

Alguns de seus projetos, parece, ficaram por realizar, como o de uma prosa de fôlego, que envolveria Osasco, onde cresceu (havia nascido em Jundiaí, em 20.08.1927): uma narrativa longa, de que o conto “Frasca” e o romancePanteros seriam apenas ensaios – chegou a falar, em entrevista, numa grande prosa que estava a preparar e que já possuía um título provisório: Obra em obras: o Brasil, sendo este o grande personagem; peças de teatro e traduções de alguns autores que lhe eram caros, mas que, em outros momentos, estiveram excluídos de seus afazeres pelo rigor do projeto concretista. Décio chegou a me falar, já adentrado o novo milênio, que acabara de destruir 8 volumes de um diário, ao qual havia dedicado muitos anos, pois que não considerava relevante o conteúdo; mas, anos antes, me presenteara com um poema verbo-visual, do qual havia feito algumas poucas cópias fotográficas para distribuir aos amigos, desentranhado justamente desses cadernos de memória.


Era impressionante a humildade (palavra que ele detestava, pois que era muito cara à intelectualidade mediana brasileira) que perpassava o seu comportamento quando falava da poesia própria, chegando a parecer que não tinha plena consciência de sua grandeza, já reconhecida internacionalmente àquela época, diferentemente das ocasiões em que falava sobre Poesia Concreta e quando defendia idéias e, portanto, posições – aí, era um guerreiro. Cheguei a falar, em uma das muitas conversas que tive com ele, que considerava os chamados “poemas semióticos” ou “poemas-código” das coisas menos importantes que havia realizado – ele simplesmente discordou de mim, dizendo que, à época em que foram concebidos, tais poemas tiveram a sua importância. Décio, com todo o refinamento e elevação de seu repertório – não só poético – chegava a ser de uma franqueza rude (chegou a esboçar umateoria do grosso & fino): dizia, mesmo, o que achava que deveria dizer, sem poupar ninguém e nisto era oswaldiano na criatividade e na força de seus argumentos. Até amigos o provocavam para ouvir dele certas “verdades”. Raramente poupou alguém, por um ou outro motivo. Era capaz de reprimir exageros dos mais novos quanto a bebida e outras drogas (o que pegava mal) e de perguntar a uma jovem queixosa, à queima-roupa, que tal estavam sendo as suas relações sexuais com o “namorado”: iam bem ou mal?! Era capaz de dizer, em meio à euforia nacional, que o Plano-Cruzado era uma brincadeira, e fatalmente acertava! Gabava-se de ter levado Cassiano Ricardo à equipe INVENÇÃO, mas, em momento de discordância da Velha Raposa, que aconselhava aos concretos um afrouxamento de posições, disse-lhe: “Na geleia geral brasileira alguém tem de exercer as funções de medula e de osso” – e o ancião foi expelido do grupo. Às vezes, fazia afirmações para causar espécie, como a do artigo em que chegou a afirmar que a obra do historiador Robert Southy era mais importante para o Brasil, do que toda a poesia de João Cabral – penso que nem ele chegou a acreditar nisto por mais de 1 minuto! E com Drummond morto (ele, que havia feito a mais bela análise de poema do itabirano – Áporo), em artigo na imprensa diária, aclarando o enigma Drummond: “Como é que pôde, tão grande poeta, ter sido um intelectual tão medíocre?” Mas seus paradoxos, via de regra, eram ultra-produtivos, pois, além de serem fruto de reflexão, obrigavam os ouvintes/leitores a pensar. Cobrava muito da crítica brasileira atrelada ao sociologismo/conteudismo ou da que estava presa à Semiologia expressa em francês. Otimista quanto ao futuro do Brasil, sem fazer concessões ao Poder, ultimamente andava meio desanimado com a coisa, mais pensando na inviabilidade de um projeto-Brasil, que ele tinha na cabeça e que seria um Brasil internacionalista, ou seja, medido por padrões internacionais de excelência. Não se deixou levar por idéias mal-digeridas de partidos, no país dos conchavos. Podia ser considerado um progressista e, por isto mesmo, não aceitava que um projeto socialista ficasse sob o tacão de regimes totalitários, comandados por antas com poder. Ficava abismado com a falta de preparo de nossos políticos quanto às questões da Cultura, em geral, e das Artes e da Educação, em particular. Cedo se desiludiu das tentativas de fora de criar uma sociedade verdadeiramente socialista. Seu pensamento de esquerda era de linha gramsciana, coisa em grande parte absorvida na juventude por influência de Waldemar Cordeiro, o artista plástico. Considerava injustiçados os pintores concretos que atuaram a partir de São Paulo e clamava pelo trabalho de uma Crítica maior que viesse a abordá-los em sua grandeza. Acreditava que o caminho da Educação, implicando a elevação do repertório geral da população, levaria a mudanças substanciais na sociedade (na brasileira, em particular). Deixou de torcer para o São Paulo Futebol Clube, porque ainda na época de sua adolescência o clube não aceitava jogadores negros. Optou pelo Corinthians. Acreditava na força das Artes e da Poesia em particular para a formação de sensibilidades. Não há preocupação social maior do que a de elaborar uma grande obra, que já nem será patrimônio do País, mas de toda a Humanidade. Porém, mesmo em termos temáticos, a preocupação com o social já aparece em sua poesia, nos primeiros tempos da Poesia Concreta, na dita fase ortodoxa, com um poema grandioso como é o “Terra” (1956) e depois se desdobrará mais explicitamente nos anos 1960 à época da revista INVENÇÃO.

Foi uma das luta dos concretistas a de colocar na ordem-do-dia valores mal-avaliados pela crítica oficial e/ou oficiosa e os sequer avaliados e trazer uma abordagem nova para a Crítica brasileira: Décio foi quem melhor considerou Santos-Dumont, vendo-o não simplesmente como o grande inventor que foi, mas como um excepcional designer. E Oswald de Andrade mereceu de Décio Pignatari belos textos. E pensar que quando, em fins dos anos 40, ele e os irmãos Campos estiveram com o autor do Miramar, este ficou justamente mais impressionado com Décio, que já apresentava os sintomas quixotescos que vieram a caracterizá-lo.


Décio Pignatari conheceu, de fato, os irmãos Campos, Augusto e Haroldo, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e daí, a propósito de Poesia, nasceu uma grande amizade, com realizações protagonizadas pelos 3, muito embora fossem individualidades poéticas e com temperamentos tão distintos. (Em verdade, Augusto de Campos conheceu Décio antes, em 1948, a propósito da publicação do poema O Lobisomem, por Sérgio Milliet, no jornal O ESTADO DE S. PAULO, que muito o impressionou, e vendo Décio defender argumentos numa mesa-redonda, em São Paulo, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, no mesmo ano. No ano seguinte, Augusto entraria para o Curso de Direito da Faculdade do Largo de São Francisco, onde Décio já se encontrava, assim como seu irmão Haroldo). Assim, aconteceu um trabalho em colaboração que deu muitos e importantes frutos, sendo o principal a Poesia Concreta: tendência poética nascida no Brasil e na Alemanha e que se tornou um movimento internacional. Esse nascimento deve muito a Décio Pignatari, que esteve na Europa, de meados de 1954 a meados de 1956, lá travando conhecimento com gente como John Cage (que andava por Paris), Pierre Boulez e conhecendo, na Alemanha, o poeta suíço-boliviano Eugen Gomringer, secretário de Max Bill na Hochschule für Gestaltung, em Ulm, o qual desenvolvia uma pesquisa poética semelhante à que era desenvolvida pelos poetas paulistas, que constituíram o Grupo Noigandres, a partir de 1952, com a publicação do nº 1 da revista do mesmo nome. Quando for estudada a correspondência epistolar entre Décio Pignatari e os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, teremos uma maior clareza para podermos avaliar a importância que teve essa 1ª temporada de Décio na Europa. Atirado, arrojado, polemista e com faro afinado para as coisas da criação artística, Décio Pignatari sempre chegou ao melhor do melhor.


Poeta desde a adolescência, Décio Pignatari dominou precocemente a tecnologia do verso, o qual sofreu, em sua obra, uma evolução que permitiu o aparecimento de obras-primas, como os mencionados Eupoema e Noção de Pátria. Ao mesmo tempo, foi desenvolvendo um aguçado senso gráfico que, ao logo de sua vida rendeu, além de algumas peças importantes para o acervo mundial da Poesia, planejamentos gráficos e capas de livros, que entraram para a história do design gráfico brasileiro, como a capa e quarta-capa do Um e dois, de José Lino Grünewald e a das traduções dos Cantares, de Ezra Pound. E, por falar em design, esteve ligado às origens da ESDI – Escola Superior de Desenho Industrial - na cidade do Rio de Janeiro, onde lecionou Teoria da Informação e da Comunicação.

 

Décio Pignatari foi pioneiro na divulgação dos conceitos da Semiótica peirceana no Brasil, ele que já possuía um “modo semiótico” de ver as coisas, o mundo – fez algumas análises semióticas de obras literárias, que se tornaram modelos de procedimento consequente na abordagem de textos artísticos. Percurso admirável, exerceu a crítica (discernimento) a vida toda, atividade que veio a propósito da poesia que praticava, mas que atingiu uma altura a que poucos chegaram em nosso país, tanto na análise de obras, como na elaboração de manifestos/teorias, passando pelo campo da polêmica, em que ele era imbatível – um Oswald de Andrade da Era Atômica!
 

A sua poesia, que já era grande antes do advento da Poesia Concreta, foi ficando cada vez maior e melhor, com peças que honrariam qualquer acervo artístico do Planeta: Um Movimento, que se originou de um texto de Haroldo de Campos, Terra(Beba) Coca-ColaLifeOrganismo. Observando tais poemas, pode-se compreender, como colocaram alguns outros poetas, ser a peça-poema resultante de um processo dialético em que entram em jogo sensibilidade e racionalidade. O olho (tipo)gráfico de Décio Pignatari é algo espantoso, como espantosos foram os cometimentos tipográficos de E. E. Cummings, desestruturando o verso.
 

Na mais legítima tradição sterniano-machadiana, Décio Pignatari chegou a propor uma prosa em que a dimensão gráfica entrava como elemento de ordem estrutural, donde resultaram obras-primas do conto, como “Noosfera”, “Teleros” e “O que Chopin”, além do romance Panteros e outras peças mais.Errâncias, obra em que comenta fotografias, é o melhor exemplo de uma metalinguagem que compactua com o Belo. Chegou a propor um teatro hologrâmico e publicou, em volume autônomo, a peça Céu de Lona.

Fez traduções que ficaram na história, como as de François Villon e de Mallarmé (aqui, uma tridução) - a tradução de Poesia tomada sempre como um exercício de (re)criação - além da transposição, para o Português, de textos teóricos, como o livro capital de Marshall McLuhan Understending media, teórico das comunicações que também foi.
 

Recusou-se a ser advogado, formado que era em Direito, como quis o pai, e foi publicitário, jornalista, acabando por optar pela Docência, que exerceu como ninguém: na ESDI, no Rio de Janeiro, na Faculdade de Letras, em Marília-SP, na PUCSP e na FAU-USP, na cidade de São Paulo, chegando, depois de aposentado e tendo optado por residir em Curitiba, a lecionar na Universidade Tuiuti, do Paraná. Ninguém que tenha sido aluno de Décio Pignatari, na Graduação ou na Pós, saiu sem acréscimos e sem perturbações pensamentais, já que o Mestre polemizava tudo, semeava os seus paradoxos e obrigava o aluno a exercitar a mente, a re-formular o pensamento, legando outros modos de leitura de complexos sígnicos, que eram alvo de abordagem em sala-de-aula. Nas conferências, não deixava por menos – assisti a muitas delas e duas das últimas: no SESC-Vila Mariana e na Casa das Rosas, ocasiões em que esbravejou contra uma certa mediocridade reinante no meio artístico e intelectual brasileiro.
 

De tudo o que se possa dizer da obra de Décio Pignatari, é preciso ressaltar a importância de sua poesia, dada a força e beleza, a inventividade notórias e notáveis. Décio Pignatari: um inventor ou co-inventor de modos, que já deitaram raízes, mas de que nem todos os que se interessam por poesia e artes em geral se deram conta. - Décio Pignatari é um dos maiores artistas do século XX – disse-me, há décadas, Augusto de Campos, opinião da qual compartilho. A sociedade não terá nunca como retribuir à grandeza de suas contribuições, assim como não teve como retribuir a Safo, a Arnaut Daniel, a Dante, a Leonardo, a Shakespeare, a Mozart, a Edgar Poe, a Van Gogh, a Mallarmé, a Modigliani, a Satie, a Webern, a Arthur Bispo do Rosário e a tantos outros benfeitores da Humanidade.


É difícil, ainda, para mim, aceitar o passamento de Décio Pignatari, mesmo considerando que o fato se deu há 1 ano, embora ele estivesse com 85 anos e com graves problemas relativos à saúde, pois que a sua morte, então, se me apresentava como uma impossibilidade. Fica o rastro luminoso de sua obra. Décio Pignatari: acima de tudo, Poeta. Paroxisticamente Poeta!



São Paulo dezembro de 2012 – dezembro de 2013




*Fotos de Omar Khouri

Omar Khouri