19/06/2014 Número de leitores: 1460

A vaquinha amarela

A. Zarfeg Ver Perfil



Anoiteceu geral e eis que Dâni partiu de mala

e cuia rumo ao vale encantado do Itanhém

 

Como nos contos de fadas, a ave noturna praticava

vôos rasantes com seu ronco de socó-boi:

 

– Pois que não tenho pena de pirralhos, não,

eu os devoro aos magotes na contramão!

 

Por que os monstros rurais amedrontam a pobre

criança em vez de lhe trazer doce e esperança?

 

Dâni acalmou o vento, adormeceu de cócoras e sonhou

o sonho mais bacana do reino da Pedra-Oca:

 

Era uma vez uma vaquinha amarela que,

após remoer o pão da vida, acordou tagarela!




A. Zarfeg