10/09/2015 Número de leitores: 1297

Poemas de amor imenso

A. Zarfeg Ver Perfil

Em menos de um quarto de hora, eu li Poemas de amor imenso, livro do poetamigo Matusalém Dias de Moura. Isso há coisa de dois meses.

 

Só ontem, contudo, dediquei uma segunda leitura aos 39 poemas que têm no amor sua temática e razão (ou a palavra seria emoção?) de ser.

 

De posse de uma linguagem direta, sem enfeites ou imagens grandiloquentes, Matusalém celebra o amor como deve ser: com verdade, dor e alegria, mas sobretudo possuído pelo sentimento que, segundo Dante, é capaz de mover o sol e as estrelas!

 

Nos poemas, que mais parecem crônicas – gênero no qual ele também é expert – ou prosa poética, o eu lírico de Matusalém se declara à sua amada, rememora fatos, joga o jogo do amor e não esconde de ninguém que, sem amor, a vida não teria graça.

 

Isso fica claro em textos como “Todas as noites”, “Por um sorriso teu”, “Incompreensível”, “Enquanto dormias...”, “Nós dois”, “Covardia”, etc.

 

Nos textos “Resposta a uma carta” e “Resposta a uma carta 2”, o poeta/cronista dá um show de lirismo, simplicidade e domínio da “última flor do Lácio, inculta e bela”, de maneira que, ao fim, quem ganha é Lúcia, à qual dedica o livro, quem ganha somos nós, seus leitores.

 

Se não bastasse tudo isso, ainda encontramos no livro reflexões sobre o fazer poético, nas quais o poeta, assumindo sua opção pela simplicidade, manda um recadinho para os críticos literários de plantão: “Não tenho grandezas de artista célebre; / sou poeta menor / e pequena, também, é minha poesia...” (Vide “Por um sorriso teu”)

 

Eu sei que Matusalém, além do direito, milita na literatura há décadas, sendo autor de dezenas de obras, abarcando os mais diversos gêneros literários. É membro de instituições literárias importantes como a Academia Espírito-Santense de Letras e Academia de Letras e Artes (ALA) de Portugal, além de autor premiado.

 

Sei também que, nesta sexta-feira (11/9) – no evento “Cantando Poesia” – ele receberá a outorga do Mérito Literário da Academia Pan-Americana de Letras e Artes (APALA), presidida pelo ilustre e talentoso Luiz Poeta.

 

Aproveito a oportunidade para desejar mais sucesso ao poetamigo e lhe dizer que, tão logo, irei experimentar “Cantigas de fim de tarde” e “Grãos de terra”, de sua autoria. 

A. Zarfeg