15/09/2015 Número de leitores: 1576

Valdivino Gentileza Pereira

A. Zarfeg Ver Perfil

Precisamos de alguém que, em vez de “por favor”, nos ensine a dizer “por gentileza”; em vez de “muito obrigado”, nos ensine a dizer “agradecidos”. Porque gentileza gera gentileza e ninguém é obrigado a fazer nada nesta vida.

 

Precisamos de um líder que nos ensine a ser gentis uns com os outros. Quem sabe, assim, a gente não consiga transformar este mundo vasto mundo no paraíso da gentileza?

 

Mais gentileza entre vendedor e cliente – que este, ao adentrar uma loja de calçados, por exemplo, peça àquele que, por gentileza, lhe mostre determinado calçado. E, mesmo após experimentar uma dezena de pares, o vendedor ainda diga, com a gentileza estampada no rosto, que está à disposição do cliente. Que, por fim, o negócio seja fechado e tanto vendedor quanto cliente se sintam agradecidos: aquele pela venda realizada, este pelo atendimento recebido. 

 

Mais gentileza entre poder público e população – que esta, finalmente, encontre naquele um parceiro preparado e gentil, a quem possa dar as mãos e, juntos, seguir fortalecidos em direção ao respeito, à abundância e à igualdade sociais.

 

Mais gentileza entre professor e alunos – que estes respeitem aquele, e vice-versa. O professor não se sinta maior que seus alunos, os quais estão na sala de aula para aprender, sobretudo, a ser gentis. Afinal, gentileza gera gentileza.

 

Mais gentileza entre candidatos e eleitores – estes, por tudo que há de mais sagrado neste mundo, não se vendam àqueles. Em vez de se deixarem levar por mimos ou lábia, cobrem compromisso, projetos e coerência política daqueles. Porque, gentil ou não, o voto tem consequência. 

 

Mais gentileza entre motoristas e transeuntes – os quais, antes de tudo, precisam ser educados, tolerantes e gentis uns com os outros no trânsito nosso de cada dia. Um pouco de bom senso não fará mal a ninguém.

 

Mais gentileza entre namorados – que, entre um “I love you” e outro, a aliança consensual da gentileza só não seja páreo para a flecha mítica e alcoviteira de Cupido, deus pagão do amor.

 

Mais gentileza entre o cronista e seus leitores – os quais, desde já, perdoem àquele os signos verbais faltos de inspiração, mas cheios de gentileza. Pois gentileza gera gentileza. 

 

Mais gentileza entre os que partiram e os que ficaram – porque destes, minha gente, é o reino da gentileza.

 

Mais gentileza entre passado, presente e futuro e – também – à memória do Profeta Gentileza, que, tão prontamente, compartilhou conosco o princípio universal de que gentileza gera gentileza.

 

Mais gentileza entre ele, você e mim – nós que precisamos com urgência de um profeta gentileza... Aliás, pode ser um padre gentileza, um poeta gentileza ou um palhaço gentileza. Querem saber? Ele nem precisa ser aparecido ou metido a salvador da paróquia. Importa, sim, que seja a gentileza em forma de gente. Como Valdivino Pereira!

 

A. Zarfeg