17/11/2015 Número de leitores: 612

DESABAFO

Krishnamurti Góes dos Anjos Ver Perfil

DESABAFO

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9 de mai de 2015

Em meio a cálculos e cálculos de quantitativos de obras para concreto, forma, aço, alvenarias, pisos e etc, dou uma pausa nesta parte de mim que pesa e pondera, e releio a metade de mim que é linguagem.
Ano de 2008. A pedido do editor Roberto Leal escrevi o Prefácio para o livro Bahia de todos em Contos. Nele a certa altura afirmei:  “O nosso tempo é um tempo de divisões, de separações, de fragmentarismo e paralelamente também, um tempo de massas e pavorosa homogeneidade comportamental em que os homens se tornam estúpidos e começam a desinteressar-se dos princípios de civilização.  Interessam-se cada vez mais pelo humorismo cínico, as drogas, as festas e jogos, o sexo e algumas poucas coisas. Em todo o mundo (e a nossa Bruzundanga desvairada não foge à regra), busca-se nas instituições policial e penitenciária conter as desordens geradas pelos excessos populacionais concentrados nos grandes centros urbanos que se vêem a braços com o desemprego em massa, com a imposição do trabalho assalariado desregulamentado, com a retração da proteção social e falta de mobilidade, dentre tantos outros problemas que nos parecem insolúveis”.
Mais adiante, no mesmo texto acrescentei: “Dez autores, dez portas de diferentes latitudes é verdade, todas a iluminar caminhos insuspeitáveis no deserto de nossa obscuridade, no sentido de uma maior sondagem do imaginário, pois a nosso ver a imaginação é um efetivo poder libertador que o homem possui”.
E vou dormir porque estou exausto...

Krishnamurti Góes dos Anjos
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