23/12/2015 Número de leitores: 1226

Ditos e feitos natalinos

A. Zarfeg Ver Perfil

Estamos prontos para que o espírito do Natal nos cubra da cabeça aos pés com seu manto de promessas, votos e felicitações.

 

O velhinho lúdico há de nos livrar da maldade urbana, das armadilhas da crise econômica e do olho gordo dos amigos da onça...

 

Enchamo-nos de cânticos e cores, paz, esperança e muita apetência (que ninguém é de ferro) – parcelada em suaves prestações a serem quitadas ou prescritas no decorrer do ano vindouro.

 

O Menino-Deus nos seja acessível; seu pão substancioso mitigue nossa fome de amor e realização; sua prodigalidade nos torne a caminhada leve, como as nuvens que vão e vêm ao sabor do vento amigo!

 

Batei e abrir-se-vos-á, espíritos natalinos.  Até porque esta casa continua santa, a mesa (felizmente) farta. A porta não há de resistir ao toque mágico de vossa manopla pródiga de preces e adeuses!

 

Assim na terra como no céu, abençoados os homens de boa vontade, noite feliz, noite feliz!

 

Essa árvore testemunhou coisas, meus caros convivas, de que até Papai Noel duvida, momentos especiais e outros nem tanto, guerras, armistícios, a vitória dos aliados, revoluções, a descoberta do afeto e sua perda, o apogeu e a decadência do império norte-americano, etc.

 

Vamos nos perder no presépio de símbolos e presentes; meu Ai-Jesus, vamos nos embriagar de vinho e alegria; vamos nos fartar de carne branca e feijão com arroz; meu pobrezinho, vamos cavalgar à procura da estrela fujona nos arrebóis do Brasil.

 

Assistiremos iluminados ao Conto de Natal e, à meia-noite em ponto, os espíritos natalinos Bob, Tim e Gorim vão nos visitar como fazem todos os anos e vão nos repetir, pela enésima vez, que a avareza não vale a pena e, por fim, vão nos desejar um feliz Natal e um próspero Ano Novo!

 

A. Zarfeg