06/02/2017 Número de leitores: 79

No fundo do poço

Palloma Abreu Ver Perfil

Por muitas vezes me senti no fundo poço. E todas as vezes que estive lá desejei não mais voltar. Mas acabei voltando. E cada vez era pior. Lá no fundo do poço você se dá conta de que está sozinha no fundo do poço você entende que os demais não escutarão os seus gritos. É você com você mesmo. Lá você decide. Lá você se olha. Se você olhar para baixo, só verá escuridão, só verá solidão. Mas uma hora ou outra você olhará para cima e verá a luz, verá o céu. Ah… O céu sempre estará lá em cima quando você olhar. No fundo do poço você não tem muitas opções quando resolve se mexer só pode ir para cima. É a única opção para se salvar. Os períodos no fundo do poço servem de reflexão de autoconhecimento e de reconhecimento.  Lá se reconhece quem se é de verdade. E no fundo do poço que você acumula as forças que precisa para subir. A força que te impulsiona a viver a tentar de novo. A acreditar na vida. Ah como é bom sair do fundo do poço. Como é bom olhar para baixo e refletir: Eu já estive lá, mas sai. O fundo do poço nos fortalece, saímos de lá agradecidos pela força que nos impulsionou a sair. Essa força está dentro de você! E descobrimo-la quando estamos no fundo do poço. Todos nós temos essa força. Sair do poço não lhe dá garantias de que você nunca mais voltará. Podemos chegar ao fundo do poço a qualquer momento e quantas vezes forem necessárias. E se você voltar pra lá.  Não se esqueça de aproveitar os benefícios, não se esqueça de se conhecer e descobrir a força que o impulsionará para a vida novamente. Se você hoje se sente no fundo do poço, em breve se sentirá contemplando o céu e estará grato pela força que descobriu ter, lá no fundo do poço.

 

Palloma abreu

Palloma Abreu