06/06/2017 Número de leitores: 84

AFINAL O QUE É SER DE DIREITA E O QUE É SER DE ESQUERDA?

PAULO MONTEIRO Ver Perfil

Ninguém pode ser comunista e preservar um pingo de integridade pessoal

(Milovan Djilas)

 

Uma pesquisa recente do Datafolha mostra que a maior parte dos brasileiros é de direita. O resultado da enquete é importante no contexto atual ao mostrar que definitivamente a direita “saiu do armário”. Durante anos, as pessoas tinham vergonha em dizer que eram de direita devido à “demonização” que as pessoas promoveram do termo na mídia e nas escolas. É comum professores associarem “esquerda” à justiça e à bondade, enquanto promovem uma associação do termo “direita” a pessoas gananciosas que obtêm lucro por meio da exploração dos mais pobres. Esse tipo de definição é fruto da lavagem cerebral marxista que domina a cultura nacional e o modo de pensar e de sentir dos brasileiros desde meados dos anos 70, quando começou no Brasil uma intensa campanha de "marxismo cultural".

 

Marxismo cultural é o projeto e a ação de infiltrar ativistas marxistas em todos os postos que controlam e influenciam a opinião pública, que são as cátedras universitárias, os cargos de professores de cursinho pré-vestibular, editoras de livros didáticos, produtoras musicais, programas de TV diversos, programas de rádio, jornais, revistas, sites de notícias, telejornais, peças de teatro, novelas, e o mercado editorial, onde dominam boa parte das editoras (as maiores, as tradicionais, as mais famosas), e lhes determina o que pode ou não pode ser publicado, ou como deve ser publicado. Isso, no conjunto, controla a forma de pensar do brasileiro menos avisado.

 

Esse é o motivo pelo qual nossos estudantes passam por tal doutrinação alimentada por alguns docentes que não agem como profissionais do ensino, mas sim como militantes de partidos comunistas, ao demonizar o capitalismo, exaltar o socialismo e o comunismo, elogiar Cuba e idolatrar Che Guevara. É claro que se definirmos “esquerda” como o monopólio das virtudes e direita como a execração do ser humano, todo mundo vai se considerar de esquerda. Acontece que, de um tempo para cá, os clichês, os jargões e a desonestidade intelectual começaram a cair.

 

No Brasil, uma incômoda e inconveniente confusão foi semeada e se fortaleceu no período da Ditadura Militar, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia o regime socialista, de esquerda. Um erro histórico, já que, por definição, devido a seu notório caráter estatizante, o regime militar estaria economicamente enquadrado mais perto da esquerda do que propriamente da direita.

 

De fato, o pilar central para distinguir a direita da esquerda é o papel que o Estado deve exercer sobre a sociedade. Enquanto a esquerda favorece o controle estatal da economia e a interferência ativa do governo em todos os setores da vida social, colocando o ideal igualitário acima de outras considerações de ordem moral, cultural, patriótica, psicológica ou religiosa e acreditando que a redução da pobreza e a representatividade de cada um ocorrem pela maior participação do Estado na vida social, a direita, ao contrário, defende a liberdade de mercado, os direitos individuais e os poderes sociais intermediários contra a intervenção do Estado e coloca o patriotismo e os valores religiosos e culturais tradicionais acima de quaisquer projetos de reforma da sociedade, priorizando a redução estatal como forma de tirar as pessoas da pobreza, respeitando a liberdade individual, dentro das regras estabelecidas pela sociedade.

 

Para a esquerda, o Estado deveria ser forte o suficiente para organizar a sociedade na esfera política, cultural, social e econômica em busca de uma igualdade entre os indivíduos. Em tese, o Estado deveria ditar os valores de uma nação e corrigir as injustiças econômicas, extraindo riqueza dos mais afortunados e distribuindo para os mais pobres; a premissa óbvia para sustentar este argumento é que as pessoas pertencentes ao Estado deveriam ser mais sábias e mais bondosas (“anjos”, nas palavras do economista Prêmio Nobel, Milton Friedman, ou “a alma mais honesta do país” numa versão tupiniquim recente e bem conhecida) do que todos os outros indivíduos na construção da sociedade ideal. A princípio, para o bom funcionamento do regime, é imprescindível que os membros pertencentes ao Estado ajam em nome do coletivo e nunca na busca de seus próprios interesses. Além disso, mesmo afrontando todas as evidências que demonstra inequivocamente o quanto “o Poder corrompe”, pressupõe-se que os seres humanos aceitem trocar sua liberdade individual em nome do benefício coletivo. Afinal de contas, para a esquerda, o homem é o “bom selvagem de Rousseau”  e é a sociedade que o corrompe. Não é à toa que as “esquerdas” e as muitas ONGs por elas influenciadas tratem os bandidos como vítimas da sociedade, minimizando toda a sua liberdade individual (a escolha) no ato criminoso.

 

Já a direita, ao contrário, acredita na natureza egoísta do ser humano e entende que a concentração maior de poderes na mão do Estado aumentaria ainda mais a pobreza e as injustiças, dado que o homem utilizaria o poder estatal em busca da resolução dos seus próprios interesses. O livro satírico “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, retrata isso muito bem, mostrando que aqueles que antes lutavam contra a exploração dos mais ricos, ao tomarem o poder, utilizam a máquina estatal a seu favor e se distanciam ainda mais dos mais pobres. Os exemplos pululam aos montões, mas, só para citarmos os mais notórios, lembramos  1) Cuba, aonde a família Castro desfruta de um patrimônio bilionário, enquanto a sociedade civil vive na pobreza e na estagnação econômica, sem liberdade para acessar a internet, viajar para fora do país ou criticar o governo, e 2) a realidade atual do Brasil do lulopetismo. 

 

Diante disso, a direita defende a redução do poder estatal sobre o cidadão e o livre mercado como forma de redução da pobreza, diminuição da corrupção e garantia dos direitos individuais (liberdade). Para a direita, a meritocracia é essencial para tirar as pessoas da miséria, uma vez que a premiação do mérito incentiva o ser humano a produzir riquezas para si, mas que em seguida geram benefícios para toda a sociedade. Steve Jobs ficou milionário vendendo Apples, pensando primeiramente em satisfazer seus objetivos, mas em conseqüência favoreceu direta ou indiretamente milhões de pessoas pela venda de seus produtos e pela geração de empregos. Nesse sentido, a meritocracia é essencial, inclusive para a distribuição de renda, pois, afinal de contas, não dá para distribuir aquilo que não existe.

 

Por isso, apesar dos pesares, e das inúmeras críticas que ainda lhe podem ser feitas, não resta a menor dúvida que, com todos  os aperfeiçoamentos e instrumentos moderadores que  são necessários para garantir o equilíbrio social e o bem estar a  todos, mesmo em países de ideologia capitalista consolidada e  bem sucedida - o que  significa  mencionar apenas os  assim  chamados países  do  Primeiro  Mundo, e, diga-se de  passagem, os únicos aonde se pode aquilatar a existência do liberalismo -, o capitalismo é o único  sistema  que viabiliza o progresso, o  bem estar  e  a  garantia  de  evolução  material  e  até  espiritual,  pois  a  nível  coletivo  a  evolução  espiritual  pode  chegar  à  estagnação  se não houver  uma  correspondente   e  bem  sucedida  contrapartida  material. Por  uma  razão muito simples:  para  que  algo  aconteça, é necessário  que  haja  estímulo  para  isso;  para  que  algo  se  movimente é necessário  que haja  uma  Força  Propulsora por trás.

 

E  a  GANÂNCIA - isso  mesmo,  a  ganância - é  o  único  estímulo   real e  a poderosa  Força  Propulsora  que  sempre impulsionou, impulsiona  e impulsionará  ainda  por  muitos  e  muitos  séculos  a   Humanidade,  já  que,  como  sabemos,  é lentíssima e  ainda  estamos  a  anos-luz  de  atingir  a  evolução  moral  e  ética que seria necessária  para  prescindir  dessa imperfeição  do  ser  humano. Ou seremos ainda tão ingênuos - e aqui, com o perdão de quem ainda cai nessa falácia, já não cabe mais a palavra "idealista" - que duvidamos disso?  Não que inexista ganância nos sistemas esquerdistas, como ironicamente e com muita propriedade observa Milton Friedman: a ganância é um atributo indissociável da grande maioria dos seres terrestres, e, quando habilmente conduzida e administrada pode e deve ser a grande alavanca que impulsiona o Progresso. A diferença é que essa ganância nos sistemas esquerdistas fica restrita a beneficiar exclusivamente os círculos elitistas do Poder. Ou ainda existe alguém com tal ingenuidade (ou orgulhosa má fé, quem sabe) que imagina que os benefícios dessa ganância sejam estendidos à população nos sistemas de esquerda? Enquanto isso, a maioria, geralmente silenciosa, conivente ou iludida, abafada e esmagada pelo Poder governamental, "pasta" na mediocridade burocrática e estagnada da carência e do atraso, como os brasileiros estão começando a descobrir, com um século de demora. Precisa desenhar para alguém fazer o paralelo com o que aconteceu durante os governos petistas? 

 

E convenhamos, se existe alguma chance de sucesso nessa colossal empreitada de tentar direcionar a Humanidade em direção ao Progresso, à Evolução e ao Bem Estar, essa chance jamais poderá advir de um sistema que só promove a Imobilidade e a Inércia, que são as respostas humanas  à falta de estímulo, por mais que  se  tente "embrulhar o pacote"  no papel dourado das falácias do oportunismo populista e no “bom-mocismo” hipócrita de focar o social, irreal  e utópico; até mesmo pelas Leis da Dinâmica, tal chance só poderá advir da ação de uma força propulsora  brutal e permanente, provocada por um estímulo como a ganância, mesmo  que  essa força necessite  ser continuamente   moderada, burilada e  até alterada. Jamais de uma ação que requer um esforço brutal para ser iniciada e mantida, e acaba cedendo à Inércia, devido aos atritos naturais do percurso e pela ausência de qualquer estímulo.

 

Essa é a razão pela qual, pessoalmente, me defino como sendo alguém radicalmente de direita, embora jamais um direitista radical, pois sou avesso ao capitalismo selvagem e seus derivados. De fato, haverá poucas instituições mais perversas do que as grandes instituições financeiras e os conglomerados multinacionais, mas, ainda assim, o capitalismo me parece ser a alternativa menos danosa e nociva, ou pelo menos a mais benéfica, se for feito um acareamento justo com os demais sistemas econômicos, que leve em conta não apenas todas as imperfeições, mas também os benefícios auferidos.

 

No entanto, acredito em formas eficazes de chegar o mais próximo possível da Justiça Social, adotando uma política fiscal justa e equilibrando inteligentemente aparticipação estatal, tendo em mente que uma boa política é aquela que respeita e usa a seu favor a ambição humana, estimulando-a como a força motriz que gera o progresso, para depois impor-lhe limites, criando mecanismos eficazes de contenção à usura, à ganância e à cruel distribuição de renda e redistribuindo a riqueza gerada em forma de benefícios sociais básicos (Saúde, Educação, Transportes, etc.).

 

Uma política que respeite, incentive a iniciativa privada e premie o esforço e a competência dos mais hábeis, mas buscando sempre o equilíbrio e a justiça, tanto para quem mais se esforçou, ou foi mais capaz, - que sem dúvida merece ganhar mais - quanto para os menos hábeis, ou menos esforçados, ou menos favorecidos, que, embora ganhando menos e proporcionalmente ao seu esforço e competência, merecem ter uma vida digna e distante da miséria e da pobreza extrema. Uma política que jamais tolha a capacidade de inovação do ser humano e a liberdade das empresas ou que adote medidas protecionistas, Reservas de Mercado ou Planejamentos Centralizados governamentais utópicos, e muito menos que fortaleça o Poder Estatal intrusivo, transformando-o numa engenhoca mastodôntica e destrutiva, como pretendem Socialistas e Comunistas.

 

“A riqueza advém, isso sim, da expansão da informação, do conhecimento, dos lucros e da criatividade. Essa expansão aprimora as qualidades humanas de seus beneficiários ao mesmo tempo em que os enriquece. O aprendizado dos trabalhadores crescentemente os recompensa por sua mão-de-obra; o aprendizado transmite sabedoria em troca do trabalho extraído. Ao unir conhecimento e poder, o capitalismo traz ordem à entropia das mentes humanas e explicita os benefícios da liberdade. Sendo assim, ele é o mais humano de todos os sistemas econômicos.

A boa notícia é que esse distanciamento da liberdade pode ser revertido, e bem rapidamente. Com efeito, pode acontecer em apenas alguns anos. Há vários exemplos práticos recentes: os EUA e o Chile começando ao final da década de 1970, o Leste Europeu após queda do comunismo, a Nova Zelândia na década de 1980, a China e a Índia na década de 1990, e o Canadá na primeira década do século XXI. 

Dado que vivemos em uma economia que é transformada pela mente e pela inteligência, o futuro pode mudar tão rapidamente quanto a mentalidade. Sempre que governos intrusivos retrocedem, o conhecimento se expande e a prosperidade ocorre. ”(George Gilder).

 

A mesma linha de pensamento se aplicaria também nas relações entre países mais fortes e mais fracos economicamente. Não há como impedir que os mais aptos e mais hábeis, até dentro do mesmo bloco econômico, sejam mais prósperos e ofereçam um bem estar maior aos seus cidadãos e que os menos hábeis paguem por escolhas econômicas e financeiras errôneas, o que não significa que não possa haver um tratamento humanitário e tolerante por parte dos mais fortes e competentes, e, sobretudo, significa também coibir a usura desmesurada, a atividade especulativa, os abusos e a selvageria do sistema financeiro e das multinacionais. É necessário que exista sempre bom senso e um justo equilíbrio para ambos os lados.

 

Após o crash da bolsa nos EUA, em 1929, em que houve um grande debate a respeito dos motivos que levaram a este crash, e o plano New Deal surgiu como uma nova teoria econômica frente aos acontecimentos recentes, John Maynard Keynes, mais conhecido apenas por Keynes, apresentou um novo modelo econômico. Algo como um semi-intervencionismo do estado na economia e que deu origem ao “ welfare state” , ou estado de bem estar social, onde Keynes se utilizando das teorias liberais desenvolveu sua tese onde cabe ao estado as políticas sociais e a garantia dos direitos trabalhistas.

 

Esse pensamento centrista, mesmo sendo abertamente de direita por defender o capitalismo, não deixa de se preocupar com o lado social e prega que o modelo ideal se daria pela cobrança de altos impostos dos mais ricos e distribuição da renda, via programas sociais, para os mais pobres. Esse é o modelo seguido pelos países nórdicos europeus, um liberalismo com fortes tintas sociais, mas a léguas de distância de qualquer coloração marxista, no qual apenas variam o peso do Welfare State e o da máquina estatal.

 

“Já o Socialismo Fabiano que surgiu na Londres de 1883, quando um grupo de socialistas adeptos do gradualismo fundou a Sociedade Fabiana. Liderada por um cidadão chamado Hubert Bland, os mais famosos membros da sociedade eram o dramaturgo George Bernard Shaw, os autores Sidney e Beatrice Webb, e o artista William Morris. Alimentada pelos ideais comunistas mais moderados dos mencheviques (a ala rival dos bolcheviques soviéticos destronada pelos bolcheviques na Revolução Russa de 1917), que nasceu com o intuito de promover as idéias de Karl Marx por meio do gradualismo, a Sociedade Fabiana almejava "condicionar" a sociedade, como disse a fabiana Margaret Cole, por meio de medidas socialistas disfarçadas. Ao atenuar e minimizar seus objetivos, a Sociedade Fabiana tinha o intuito de não incitar os inimigos do socialismo, tornando-os menos combativos. Foram eles, os fabianos (os atuais social-democratas europeus de hoje) que criaram, promoveram e conduziram pelo Parlamento a maior parte das políticas sociais britânicas até o início da década de 1980.  O resultado foi uma economia em frangalhos e uma sociedade esclerosada, situação esta que só começou a ser revertida quando Margaret Thatcher começou a "desfabianizar" a Inglaterra. Ressalve-se, porém, que, os fabianos foram bem-sucedidos em seu objetivo de criar um "estado provedor", um estado assistencialista que cuidaria não apenas dos pobres, mas também da classe média, do berço ao túmulo.”

 

Sem dúvida uma inegável e positiva contribuição ao progresso da Humanidade. Mas, ao contrário do que aconteceu nos países nórdicos, onde o assistencialismo teve e segue tendo objetivos meramente sociais, os fabianos sempre tiveram pretensões e inclinações políticas, glorificando a URSS de Stalin e apoiando abertamente o stalinismo. Com todos os males daí advindos. Para os fabianos, o estado (seus burocratas e toda a sua mentalidade) é o único deus por quem a população deve se sacrificar. Os social-democratas fabianos sempre visaram deter o monopólio da marcha “progressista” da história rumo à Utopia.

 

A janela de vidro pintada que adorna a casa de Beatrice Webb em Surrey, Inglaterra, mostra George Bernard Shaw e Sidney Webb remodelando o mundo com uma bigorna, tendo ao fundo o brasão da Sociedade Fabiana: um lobo em pele de cordeiro.  Esse mesmo lobo que está hoje entre nós”. (Lew Rockwell)   

 

Nesse  sentido é possível  afirmar  quealguém é  radicalmente de direita, na medida em que não abre mão daquilo que define e caracteriza a direita e defende o capitalismo e a liberdade de mercado acima de tudo, sem que isso signifique que seja um direitista radical, pois em teoria, a política de centro prega mais tolerância, justiça e equilíbrio na sociedade. Essa é uma diferença sutil muito importante, que precisa ser muito bem entendida e levada em consideração. A origem desse termo vem da Roma Antiga, que o descreve na frase: "In medium virtus" (a virtude está no meio).

 

Por isso, se você não quer ser uma Luciana Genro, ou qualquer militante do PSOL, que usam conceitos como rótulos apenas para atacar adversários ou fazer os velhos aliados parecerem mais moderados do que são (como ao chamar o PT de “direita”), entender o que os conceitos realmente significam na realidade é fundamental para se conectar com ela.

 

Portanto, chamar uma pessoa de direita de fascista, apenas por ser de direita é no mínimo uma ignorância intelectual.

 

Uma mentira recorrente é dizer que a pessoa de direita só busca os seus interesses e não se sensibiliza com os mais pobres. Mesmo entendendo que o melhor programa social é a geração de empregos pela economia de mercado, a direita defende em alguns casos a ajuda assistencialista através do Estado. Não é preciso dizer que o desenho do programa Bolsa Família foi feito por um economista de direita, Ricardo Paes de Barros. Já o uso político do programa para ganhar votos foi utilizado por um partido político de esquerda, muito conhecido no Brasil.

 

É evidente que a direita reconhece que ainda existe muita miséria no mundo, mas entende que a melhor forma de tirar as pessoas da miséria é incentivando uma economia de  mercado. A Humanidade sempre foi muito pobre até ao advento da Revolução Industrial, mas, a partir do modo de produção capitalista, milhares de pessoas têm saído da pobreza e, não por acaso, justamente naqueles países onde há mais capitalismo

 

A democracia no Brasil ainda está engatinhando, como mostram mais uma vez as eleições deste ano, disputadas por dois candidatos abertamente de esquerda (Dilma, e Marina) e um terceiro (Aécio Neves, um social-democrata) ainda esquerdista, mas com um espectro político um pouco menos radical, mas para curá-la não há dúvida de que é preciso primeiro se informar para saber identificar a doença.

 

***   Esse  texto  contem, também, colagens  de  vários  textos  recolhidos  livremente  na  internet, especialmente do texto “Economia e Política: direto ao ponto”, de autoria de Alan Ghani, reproduzido  pelo  InfoMoney

 

 

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PAULO MONTEIRO