12/08/2018 Número de leitores: 177

RETALHOS A GRANEL DE PAULO MONTEIRO, PARTE 14: “OBRIGADO LULA! OBRIGADO DILMA!”

PAULO MONTEIRO Ver Perfil

 

O Brasil pode ainda não reconhecer, mas tem uma imensa dívida de gratidão para com Lula e Dilma. Não fossem esses dois as pessoas gananciosas, auto-suficientes e de inteligência curta que de fato são e hoje o país já estaria colecionando muito mais desgraças e sofrimentos sob o jugo comunista, em vez do inócuo vento que tanto a caricata ex-terrorista quis ensinar o país a estocar. Só se forem as brisas da fornalha de Hades, mesmo.

Por que, na real, acredite, o Plano Maior foi engenhosamente planejado por cérebros astutos – permanentemente nas sombras -, engordado por interesses pérfidos, e o alvo inteligentemente selecionado, na América do Sul, foi o Brasil! Isso mesmo, a Pátria amada, salve, salve!

Quer saber por que especificamente foi o Brasil o alvo escolhido? Vamos lá então:

Inicialmente, precisamos entender que essa escolha foi feita há muitos anos atrás, ainda na época da União Soviética Marxista e de seus países satélites da Cortina de Ferro e saliente-se que todos os principais integrantes das Agências de Inteligência e Contra-Espionagem dessa época (KGB, na União Soviética e StB na antiga Tchecoslováquia) conheciam sobejamente tais motivos e, em conseqüência, atuaram ativamente no país, particularmente no período que culminou com a Revolução de 1964. Embora os Militares na época tenham debelado a ameaça terrorista de campo, e tenham afastado o risco iminente de “comunização” do país, eles negligenciaram talvez o maior perigo de todos: a livre disseminação de ideias conforme pregado por Antonio Gramsci, o Gênio do Mal comunista, e a infiltração em todos os principais mecanismos de Poder e de formação de opiniões. Além disso, cometeram um “erro” tático que, embora acertado na teoria, trouxe conseqüências desastrosas para o país, na prática. Logo que assumiram o Poder, em 1964, os Militares promoveram a Emenda Constitucional # 9 de 22/07/1964, que passou a obrigar todos os jornalistas, escritores e professores deste país a pagar Imposto de Renda, algo que nenhum deles fazia, desde 1934. Isso, obviamente fez com que o novo regime que houvera sido apoiado maciçamente, no início, passasse a ser antagonizado por toda a nata da intelectualidade da época: Alceu de Amoroso LimaAntônio CalladoCarlos Drummond de AndradeCarlos Heitor ConyOtto Maria CarpeauxOtto Lara Resende, entre muitos outros. Uma decisão estrategicamente infeliz, logo aproveitada pela infiltração comunista, num panorama que se mantém até aos dias atuais, insuflado também pela atuação perversa, metódica e focada das cada vez mais volumosas forças de oposição.

Talvez não houvesse ainda naquela época uma noção muito precisa do real perigo representado pela livre atuação dessas forças maléficas. O que é fato é que, devido a isso o tal Plano Maior continuou a ser levado em prática nos subterrâneos do Poder do país e ganhou força no advento do novo século (provavelmente não coincidentemente) e, paralelamente, as condições que haviam transformado o Brasil num alvo prioritário dessas forças – realinhadas sob nova envergadura, com uma estrutura de comando talvez mais complexa, mas basicamente visando aos mesmíssimos objetivos -, meio século atrás, pouco se alteraram. Muito pelo contrário, tornaram-se até mais determinantes nos dias de hoje, a saberem-se:

Primeiro, por suas dimensões continentais e pela imensa riqueza de seu território, o país exerce uma liderança continental na América do Sul, justamente no quintal de influência do maior opositor dos bolivarianistas/comunistas e seus coligados, os Estados Unidos; se o Brasil passar ao domínio da influência contrária – e, o fato dessa influência adotar o marxismo transforma-se apenas num detalhe circunstancial de mera conveniência dos estrategistas desse Plano, pois eles sabem melhor do que ninguém da ineficácia e da nocividade dessa Ideologia – é bem provável que arraste consigo boa parte dos restantes países do continente. Segundo, pelo acentuadíssimo nível de antiamericanismo existente em toda a América Latina – o que inclui o Brasil – e pelo caráter essencialmente idealista – mas pouco realista – do povo brasileiro, em particular, algo que casa à perfeição com as propostas românticas, fracassadas e distópicas do Socialismo e que propicia, também, um terreno fertilíssimo para cultivar ressentimentos em relação ao poderoso vizinho capitalista, próximo e influente. E em terceiro, pelo hediondo nível de “politicagem” praticado no país, ainda refém de arcaicos sistemas de “coronelismo” em grande parte do território e de corrupção e nepotismo em todas as esferas de Poder, num sistema pérfido que prefere manter a imensa massa de eleitores – já por características próprias com tendência à alienação e pouco afeita à leitura – com um nível medíocre de Educação e em linhas abaixo da pobreza ou até mesmo próximas à miséria, mas, em grande parte, com uma dependência visceral do Estado e das migalhas por ele subvencionadas, sem dúvida algo que é precioso salvo conduto para a manipulação e garantia de patrimônio eleitoral barato e facilitado.

Esses são os motivos pelos quais podemos perceber as razões pelas quais a Sarna Vermelha insiste em infestar o território pátrio com tanta sanha e insistência. Esses são os verdadeiros motivos pelos quais eles apelam para os comportamentos extremistas, absurdos e “insanos” com que se esmeram em nos brindar. Não se surpreenda, portanto, com tais atitudes que por vezes lhe parecem absurdas. E de fato são sob um prisma – digamos assim – normal de enxergar as coisas, mas certamente não pelos objetivos deles. E eles estiveram muito próximos de atingir tais objetivos. Nós os deixamos agir impune e livremente por muitos anos e eles estavam prestes a abocanhar a tão almejada e suculenta maçã, que parecia tão fácil de ser colhida. Nós a deixamos tão descuidadamente ao alcance deles e nós a tiramos da boca deles na hora H, quando já nem esperavam por isso, após tantos anos de bandalheira. Foi “gópi” gente! E eles poderiam dizer algo diferente? Lógico que não!

Esses são os verdadeiros motivos pelos quais eles não irão desistir enquanto não forem inteligentemente apeados do poder que tão facilmente conquistaram e depois neutralizados, como aliás já é sumariamente feito em países mais acostumados a lidar com essa “galera” do mal. É sempre prova de sensatez e sabedoria deixarmo-nos guiar pela maior experiência dos outros, pois o Brasil esteve literalmente a apenas um passo do inferno e eles tudo farão para reconduzi-lo para esse destino. Não se iludam.

Pois, para finalizar, o Plano foi tão bem engendrado e a execução desse Plano vinha sendo meticulosamente colocada em prática nos últimos quarenta anos, com frieza e precisão matemática e absoluto sucesso até ao momento do impeachment de Dilma Rousseff. Ou, como pretendem os descerebrados defensores desses cidadãos, até ao momento do fatídico “Gópi”!

Ha ha ha ha! Falando em “gópi”, precisamos abrir os parênteses para recomendar enfaticamente aos oportunistas herdeiros do Dr. Roberto Marinho que não dilapidem inutilmente a suada fortuna amealhada sob as benesses dos governos militares com tanto esforço e fiel serventia pelo progenitor de tão reverenciada memória (sic), pagando desnecessariamente aos contratados do Zorra Total e de outros programas similares, quando poderiam se utilizar gratuitamente – e com muito mais eficácia, sejamos justos – do talento para a paródia dos líderes e militantes petistas e seus coligados. Afinal, uma mão lava a outra e a Rede Globo com certeza não precisaria apelar pra Lei Rouanet ou pra mão prestimosa do Partidão, pois a “cumpanheirada” nem cobraria pra ajudar a recolocar os derrubados índices da emissora nos píncaros de audiência novamente, com tantas “gags” e tiradas farsescas de comédias de pastelão que eles guardam nas mangas. Ah! Sim, e antes que a memória me traia: Mano Degas, manda avisar que, por um terço do salário que vocês devem pagar pra colega de Partidão da dupla que dá título a este artigo (Lula e Dilma), a Senhora Míriam Leitão, ele topa fazer programas jornalísticos daquele naipe, com muito mais humor e competência. E sem tanta carranca, pois programa de humor e carranca nunca tiveram química que preste. Só avisa que não vai ter psicografias não. Mano Degas tem o maior respeito por essas coisas. Além do mais, vai que desembeste por lá o Camarada Mao ou o “gente fina” do Josef Stalin pra dar uma encorpada no elenco cavernoso? E desses aí até o Mano Degas se borra de medo. Vade retro!

Mas, enfim, tirando de cena o programa “Zorra Total” e reavivando o finado “Os Trapalhões” – agora apenas com dois integrantes, é possível especular com pouca margem de erro que, perante o absoluto sucesso de suas trapalhadas criminosas, até esse momento – quem sabe devido a tanta facilidade encontrada – a dupla de ex-presidentes desta nação (é um vexame de repercussões internacionais relembrarmos isso, mas, fazer o quê? Enfim, nunca é demais enfatizar tal aberração), a partir de um determinado instante, tenha relaxado inteiramente os cuidados e precauções impostas pela prudência e tenha optado por “meter literalmente o pé na jaca”, deixando assomar livremente os instintos de ganância e expondo às massas, embasbacadas por tanta desfaçatez, a sua escassa inteligência e o pendor desenfreado para o crime.

Ó Deus, “gratia plena”! Afinal, foi tão despudorado o saque praticado sob o comando desses farsantes e tantas as provas de incompetência e de atos criminosos por eles cometidos – alguns até verdadeiros e acintosos crimes de lesa-pátria – que nem mesmo um país já acostumado a níveis elevados de corrupção e incompetência governamental, como é o caso do Brasil, conseguiu permanecer indiferente e deitado em berço esplêndido, na já proverbial alienação e comodismo de seus diletos filhos, ante tanta bandalheira.

Sim, obrigado Lula e obrigado Dilma! Bem que a vovó dizia: já não se fabricam mais líderes do Mal como no passado. Tivesse algum desses dois apenas 1% da inteligência e do cérebro desses grandes expoentes das trevas de outrora, e hoje seríamos mais uma grande Nicarágua a singrar rumo ao abismo e às agruras do Socialismo extremado.

Não que ainda não estejamos correndo sérios riscos de trilhar tal caminho! Muito pelo contrário, apenas evitamos – por enquanto – o golpe de misericórdia que nos colocaria, gradual e irremediavelmente, na mesma situação de Nicarágua, Bolívia e Venezuela. Os lobos rondam e continuam dominando boa parte da arena – mas, já agora, com a brava resistência de alguns heróis – e, não se iluda, não vão largar a presa a não ser com muito esforço e sacrifício de todos nós.

É exatamente por esse motivo que o país terá nestas eleições de Outubro sua única chance de ferir de morte a pretensão desses agentes do mal. E essa chance – é melhor já ir se acostumando – chama-se Jair Bolsonaro, candidato presidencial com a chancela mais do que bem vinda do General Mourão como Vice. E isso, com certeza, diz muito da preocupação e da inteligência das nossas Forças Armadas. Afinal, gente, vocês nunca ouviram falar de voto útil? Pois é. quem ainda tem reservas quanto ao candidato Jair Bolsonaro, procure lembrar-se desse termo na hora de votar: “voto útil“!

Deve-se tal luz no fim do túnel, não tanto por Bolsonaro em si, algo que, neste momento, é apenas um detalhe circunstancial, mas simplesmente por ele ser o único candidato desvinculado de “tudo isso”, todo esse verdadeiro mar de lama que “está aí” dominando o Poder e escravizando o Brasil, com chances reais de ganhar a eleição. Todos os demais estão corrompidos e comprometidos com a manutenção e/ou progressão do que “está aí”. E isso “que está aí” inclui, em primeiro lugar, o candidato Geraldo Alckmin, um óbvio cavalo de Tróia das forças “da situação”, ou com elas convenientemente “amancebadas” – as tais forças que, apenas alguns meses atrás clamavam alto e bom som que “era gópi” -, cuja candidatura, devido a ter seus interesses convenientemente dissimulados, tem uma chance maior de ludibriar mais uma vez o grosso da população indecisa, acomodada, ou pouco informada e com isso garantir a manutenção do status quo vigente e, pior, continuar dando sustentação à continuidade dos planos malévolos da Unasul, leia-se Foro de São Paulo. Se não pela conivência, certamente pela absoluta leniência de seus líderes e, em contrapartida, pela usual e aguerrida obstinação da “vermelhada”.

De forma que, ante a extrema gravidade da situação que ainda nos espreita, tentar arrumar argumentos irrelevantes para desqualificar essa única tábua de salvação que até ao momento se nos apresenta denota apenas uma clara evidência de visão curta – ou até de pura má fé, em alguns casos. Equivale mais ou menos a cuspir no último prato de comida que nos resta antes da inanição que fatalmente ocorrerá se permanecermos na inércia e na omissão.

Provavelmente, será por isso, então, devido a tantas escolhas erradas nossas, que dizem que Deus deve ser brasileiro. Afinal, até aqui quase só Ele tem carregado o piano verde e amarelo nas costas, em vista da nossa alienação e desinteresse. Em seguida, esse Pai compassivo agraciou-nos com uma dupla de vilões gananciosos e pouco esclarecidos que facilitaram ao extremo o trabalho de desmascará-los, mesmo contra a vontade cega de muitos. Como se fosse pouco, Ele nos permite ainda uma chance para que possamos 1) optar por começar a nos libertarmos do jugo asfixiante imposto por uma elite governamental corrupta, predadora e impiedosa e 2) lutar para de fato impedir que o país continue caminhando inexoravelmente rumo a uma dolorosa venezuelização.

Por isso, atenção: olho no lance e mais cuidado com o patrimônio é de muito bom alvitre, pois, se é pouco provável que futuros candidatos a “Lulas” e “Dilmas” repitam os mesmos erros crassos das atuais matrizes, por outro lado quem irá nos garantir mais uma vez a escalação permanente do “zagueirão” celeste no time da casa?

Sim, por que até Ele pode ser colocado pra fora do campo, lesionado por tanto jogo baixo do time oponente e tanto corpo mole dos parceiros de equipe: nós, que nos dizemos cidadãos de bem.  Até Ele pode cansar de tanta cegueira e decidir nos entregar à própria sorte e ir jogar por quem demonstre mais afinco e interesse por seu próprio futuro. Até Ele não tem mais muito tempo a perder com quem demonstra tão pouco interesse em se ajudar.

Portanto, reaja! Colabore para afastar essa lâmina cega que teima em pairar ameaçadora e cortar indiscriminadamente as cabeças de todos nós, inocentes e culpados, ou nem tanto assim. Esta é a hora de mostrar que você de fato ama o Brasil. Aproveitemos esta chance, agora. Afinal, Copa do Mundo só em 2022.

 

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PAULO MONTEIRO