CRONOPIPOL - Cordel

Cronopipol, cordel para Pipol


José Waldery Mangieri Pires
Cronópio de Adamantina
Um diamante da arte
De criação cristalina
Conhecido por Pipol
Garimpou ouro na mina


São Paulo em suas veias
Paulista do Interior
Desde bebê em Tupã
A arte brotou em flor
De Marília a Bauru
Deu asas ao pensador


Engenharia na Unesp
Que deixou por concluir
Formou-se em Psicologia
No pensamento o devir
Freud, Jung e Lacan
Os arquétipos do porvir


"Pipoca" em explosão
Em livros de poesia
Dos 20 aos vinte e cinco
Fez-se em poeterapia
Caos e Fisiquântica
Muito além da teoria


Matematizou o viverso
Com seu gênio criativo
Visão bem articulada
Artivista – inventivo
Red ator publicit ário
Dinâmico e pro-ativo


12 anos em Bauru
Pulsou cri atividade
Designer assertivivo
Ação na publi cidade
Expressão da poemia
Pelas ruas da cidade


"Pirataria Poética"
Com Nicodemos e Rosa
Vanguardia-a-dia-noite
Arquitextura na glosa
Atitude e expressão
Poesia além da prosa


Operarium signauta
Designou a imagem
Trafegou na infovia
Cronopiou a mensagem
Na Paulicéia Desvairada
Além da Terceira Margem


José Pires, Pipolarte
Pipoleou Pipolino
Pipolegal, Pipoluz
Um coração de menino
Pipolavrou a palavra
Pipoluz adamantino


Na Oficina Glauco Pinto de Morais
Foi agente cultural
Na TV FR-Manchete
Direção essencial
Criador publicitário
Magister profissional


Programa de TV, Zapteen
Em Bauru e região
Em 52 cidades
Teve veiculação
Produção independente
De boa elaboração


Foi objeto de mídia
Em veículos nacionais
Folha de São Paulo/Veja
Na TV e outros mais
Com Pipol e Rosângela
Ações em muitos canais


1994: Em São Paulo,
Capital
Pauli ceia des va irada
De Oswald Canibal
Éder Jofre em evidência
Com Pipol funda mental


Verve metropolitana
Pulsação monumental
Transporte-poluição
Mobil idade vital
Tietê-Anhangabaú
Butantã cobra coral


A vida na megalópolis
Nova Iorque tropical
O grito do Ipiranga
Ibirapuera natural
Criação, literatura
Artesania virtual


Agências de publicidade
Ação internetional
Sites, blogs, via rede
Webdomädario real
Experimentação poética
Do concretom ao sideral


Designer - videomaker
Visão diferenciada
Articulação constante
Obra bem elaborada
Poiesis, prosa, concretude
Transmutação na jornada


Portal Cronópios
Quasar da literatura
Galáxia do pensamento
Dialética com ternura
A arte à flor da pele
Digitextos na escritura


Pipol virtureal revirtual
Concriativa vivência
A alquimia da palavra
O som da clarividência
Artista da eternidade
Formatou a quintessência


Gustavo Dourado
Escritor e colunista do Portal Cronópios





POEMINHAS DE PIPOL

Do livro Pipoca
Finitude

Não somos
Nem mais
Nem menos
Do que
A infinidade
Do nada


Do livro Novidades
Love Stories

- Um triplo, por favor!
O garçom depressa, tropeça
Tromba com outro garçom
E chega até o barman

Sem tirar os olhos do freguês,
O barman pega
A garrafa certa
E comenta:

- Hoje elas estão judiando
Dos nossos meninos!


Do livro Manifesto
da Poesia Cristal

O instinto
É uma máquina
Veloz
O pensamento
Só vai abrindo
Estradas


Do livro Espantalho
Demoiselle

Minha cabeça
Vai leve como um ‘suspiro’
Ao sabor do vento

Quando o vento
Parar de soprar
Uma certeza virá
Aos corações

Cheguei ao meu destino!





Do livro Electric Poetry
Feminino

Quem é você
Que me olha tanto?

Sou seu anjo da guarda.

E a moça disse feminina:
Eu não preciso de proteção

Então é por isso
Que eu estou
Meio desempregado...


Do livro Brinquedos de Palavras

Sou amigo daquele sujeito
pequenino num canto das
embalagens de produtos
como refrigerantes, biscoitos
e leite. E que está jogando um
mapa astral meu na lata de lixo
desenhada.




Queria ter um carro mas sem ter de me preocupar com a documentação, licenciamento, impostos atrasados, decorar o número da placa, verificar o óleo do motor, água no radiador, pastilhas de freio, trocar pneus carecas, encher o tanque de gasolina.
Não! Eu sou um anjo.

Preciso é de um avião.

>>>
Como é bonito ver uma
mulher chamando um táxi.

O automóvel vem em sua
direção, sem ninguém dirigindo.

>>>
Homem franzino, humilde,
entra na igreja. Ele tem nas
mãos um chapéu quase maior
do que ele mesmo.

Depois, já na calçada
vai caminhando,
ainda muito humilde.

Mas o chapéu, na cabeça,
não parece mais tão grande.

>>>
Quando os pensamentos
faziam papai ficar triste,
muito triste mesmo, Maria
punha o nariz dele pra funcionar
com o cheirinho de
comida que vinha da cozinha.
O almoço está na mesa, tristeza!
O que seria dos homens se
não precisassem comer?




Preparei o meu olhar perverso,
masculino, para a moça bonita
que vinha vindo.
Quando ela estava mais perto,
um cisco entrou no meu olho.
- Era uma santa!...

>>>
O vento que faz tremular
a bandeira da pátria, que
bom! Quer levantar as saias
das moças.

GALERIA PIPOL

Pipol, Bauru 1984
Foto: Rosângela Stefanelli

GALERIA PIPOL

EVENTO CASA DAS ROSAS

Fotos: Ricardo Biserra e Breno Custódio