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VALDENIDES CABRAL DE ARAÚJO DIAS
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BIOGRAFIA

Valdenides Cabral de Araújo Dias possui  graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1986), mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (1999) e doutorado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (2007). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura e Literatura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: poesia contemporânea, narrativa, erotismo, regionalismos literários. Publicou em 1999 o livro de Poesias, Pulsações, pela Annablume (SP), em 2009, Poesia Menor, pela Editora Scorteci (SP), O Corpo Erótico na Poética de Gilberto Mendonça Teles, pela Edições Galo Branco (RJ) e, em 2011, Pontos de Passagem, pela Scortecci (SP). É membro da União Brasileira de Escritores/RN.


02/10/2017 - ARTIGO

Estar diante da escrita de Julio Cortázar é sobretudo arriscar-se a se perder nos labirintos armados por ele para prender o leitor. Esta leitura de sua obra produzida nas décadas de comprometimento com as causas sociopolítico-ideológicas da América Latina vem ressaltar alguns aspectos do Barroco, pensados a partir do terceiro mecanismo estudado por Severo Sarduy (2011, p. 15), para quem bastaria observar na Literatura Latino-americana recente uma certa artificialização da escrita, comprovada através substituição, proliferação e condensação, para se saber Barroca. Pela condensação que perpassa a sua escrita vê-se o  surgimento do homem novo como ser utópico, fragmentado, a princípio, pela escrita, em seguida pela constatação de fatos trágicos e, por fim, perdido por entre os labirintos existenciais, lugar de onde o autor reconhece o homem na sua plenitude de busca, como elemento fundamental para modificar o panorama de uma realidade (pré)sentida à distância. Pegando emprestado um termo de Un tal Lucas (1979), ‘texturologia’, partimos para um ponto da obra de Cortázar que supomos ter sido o desencadeador e (a)firmador de sua primeira revolução: a linguagem e sua disposição dentro do texto ficcional. Em seguida, recolhemos o novelo de lã deixado por Irene dentro da casa tomada para entendermos os procedimentos dessa escrita-textura, onde o autor tece, trama, dispõe as partes de um todo sem se prender às fórmulas já cris

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