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17/06/2006 17:08:00
Formação de Escritores 3



Vários autores

 

 

 

Edson, querido

 

O projeto de Formação Superior para escritores e agentes literários, elaborado pelo poeta Fabrício Carpinejar, pode ajudar a formar escritores e agentes.

 

Estes cursos são muito comuns nos USA e na Europa.

 

Fiquei me perguntando porque houve tantas manifestações contrárias à implantação deste curso no Brasil.

 

Provavelmente estas manifestações aconteceram por causa da  desconfiança do sistema educacional das universidades brasileiras, sucateadas desde os tempos da ditadura.

 

Há décadas que as universidades brasileiras formam profissionais altamente amadores.

 

Muitos devem estar se perguntando como formar escritores, se não conseguimos formar bons médicos, advogados, jornalistas, entre outros profissionais.

 

Pedro Maciel

 

 

 

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O único fator que pode assustar um pouco nessa coisa acadêmica de "formar escritores" é que surjam (de modo institucionalizado) alguns idiossincráticos "manuais do fazer literário", pois o mundinho da literatura está repleto de gente querendo veicular regras bobas. Fora isso, acho que o texto pode ser debatido, mostrado, lido, cheirado, lambido, mastigado, vomitado antes da publicação e tudo o mais; contudo, se o texto não for bom e o seu autor não tiver uma pegada natural não adianta. E tem ainda a questão do talento, esse pode ser somente lapidado; não, inventado. Mais: ninguém tem o poder de dar alma literária a quem não tem. Pra mim (e falo só por mim) escrever não é um ato  profissional e nem quero que seja (não  quero que ninguém me fale como fazer, quero liberdade de cometer gafes  — o mundo perfeito é uma chatice — e acertar o alvo quando puder), escrevo por que sinto necessidade, se acabar a necessidade, acabou, vou fazer outra coisa. Escrever é um ato de participação na construção simbólica de uma sociedade, e isso não requer diploma, apenas consciência de que se pode participar.

Na verdade tenho aversão por especialistas, isso incluirá  até escritores se esses se acharem o donos definitivos da palavra. Acho que a literatura vai ficar mais chata, como tudo que passa a ser segmentado demais. A escrita tem que ser de livre acesso, estar por aí, solta pra quem quiser, não ainda mais elitizada dentro da sala das unviersidades. Fora da sala, literatura.

 

 

Paulo Sandrini

 

 

 

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E por que não? Sou contra o diletantismo e o amadorismo em qualquer campo, por que não o seria também no meu?

Acredito, sim, que o escritor deve se assumir hoje como um profissional, procurando ampliar as possibilidades de viver do que escreve. Evidentemente, se ele será bom ou genial ou apenas medíocre ou francamente péssimo dependerá de uma série de requisitos que não estão disponíveis no mercado, mas se um deles, a técnica, estiver, tanto melhor. Poderá evitar erros, dificuldades, frustrações desnecessárias e solidão: se o jovem autor puder mostrar e discutir seriamente seu original, ótimo para ele. Mas que fique bem claro: defender o escritor como profissional não significa, de maneira nenhuma, como já se andou falando por aí, aceitar o absurdo de chegar um dia a uma “regulamentação” da profissão. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Calma com o andor!

 

Maria José Silveira

 

 

 

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O que acho do Curso de Escritores da Unisinos:

 

Acho que pra não se perder todo o trabalho já feito pelo Carpinejar e grupo a solução seria, antes mesmo de começar: transformar o curso em vez de formação de escritores em formação de leitores especializados, meio-críticos até, ou opinadores, e no máximo formação do agente literário (poético principalmente). Enfim, formação do cara de pau, que de posse dos originais do author de talento enfrentará o editor polítiko, distribuidores super-espertos e mídia.

Formação de divulgadores do livro (híbrido de distribuidor cultural e agente), com conhecimento crítico, iniciando-os no sumo bom da literatura

Alternativa (prosa e poesia) que já é tão ou mais produzida que a comercial no Brasil, e com o detalhe da qualidade, em parte dessa produção.

Outra solução, proposta nossa dos alternativos que temos que levar pro Literatura Urgente: seria dividir mano a mano as estantes das livrarias nacionais, ou seja, para cada obra de literatura comercial, uma de literatura alternativa,

Possibilitando ao público consumidor escolher entre a mnerda de subliteraturas e o que é prenhe de significação. Os livreiros q. aumentem as prateleiras das livrarias pra dar espaço a produção alternativa. Como é que vai ser feito isso? É só querer que se dá um jeitinho! Está na hora das livrarias e editoras cumprir sua função social de espelhar a produção nacional autêntica, de avanço nas linguagens e aprimoramento do idioma.

 

 

jAiRo pEreIrA

 

 

 

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Edson, eis minha opinião:

Sem desmerecer as boas intenções da proposta da Unisinos, nem desqualificar os que vão ministrar, não acredito na eficácia de um curso dessa natureza.

Escritor ruim já nasce feito, sentenciou (sem ser contestado), o saudoso Roberto Drumond. Por isso, não creio que nem mesmo uma Sorbonne transformaria Paulo Coelho ou Bruna Surfistinha em escritores.

No máximo, um curso desses poderá oferecer alguns parâmetros para os que, tendo natural talento, se matriculem mais por curiosidade do que por necessidade, para algum contato com teorias, técnicas, estilos etc.

A escola do escritor é a sua história de leituras, sua relação com o livro desde a infância, os condicionamentos operantes (como família, escola, amigos, acesso a bens culturais, empatia com as artes e o mundo intelectual etc) e, antes disso, o talento que será melhor aperfeiçoado na medida dos estímulos que receber desde cedo.

 

Ronaldo Cagiano

 

 


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Tudo isso é uma grande bobagem. Portanto, eu só gostaria de saber se, com a carpintaria do texto, a universidade também vai atribuir talento ao aspirante de escritor.

 

Franklin Jorge

 

 

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Ouçam Noel diacho.

PS: Para quem não sabe Noel dizia alto-bom-som que samba apre não se aprende na escola.

 

Evandro Affonso Ferreira

 

 

 

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Oi, Edson, eis minha resposta.

Sempre fui entusiasta de uma presença mais forte da criação literária e artística dentro do campus, tanto que já dei oficinas literárias e ajudei a criar, em minha Universidade, um Programa de Escritor Visitante, cujo primeiro titular foi o João Gilberto Noll. Infelizmente, esse programa encontra-se suspenso neste momento. Mas em contrapartida eu sempre achei que essas iniciativas ligadas diretamente à criação deveriam existir dentro ou em paralelo aos  programas mais amplos de Letras, Artes, Comunicação, Humanidade, etc, não como cursos autônomos com terminalidade (ou seja, “diplomantes”).   Um curso inteiro para se sair com diploma de escritor é uma idéia nova e inusitada em termos de Brasil,  mas nos Estados Unidos existem centenas de mestrados em Creative Writing. Tenho certeza de que essas graduações em Formação de Escritor que surgem agora (antes da Unisinos, a PUC-RJ criou há 2 anos a mesma coisa, capitaneada pelo poeta Paulo Henriques Britto) respondem a um modelo original bem nosso e acho que vale a pena ver que resultado darão. Claro que um curso de formação de escritor não garante a ninguém que saia dali bom ou ótimo escritor, mas pode ajudar talentos medianos a construírem carreiras profícuas, se isso corresponder a uma evolução do nosso mercado editorial no sentido de uma crescente profissionalização. Como disse certa vez Antonio Candido, uma grande literatura precisa de uma multidão de talentos medianos. Imagino que para jovens grandes  escritores potenciais, fazer esse tipo de faculdade pode ser mais interessante e divertido que qualquer outra e é claro que o verdadeiro futuro gênio é aquele que na juventude tem muita insegurança sobre se é mesmo gênio ou fake. Só os medíocres se consideram gênios desde pequenininhos, imagino que com pouquíssimas exceções. Guimarães Rosa só se sentiu gênio depois de colocar o ponto final em Grande Sertão Veredas. Antes disso, ele apenas tinha a impressão de que era para esse lugar que o livro o estava levando, ele sabia que estava fazendo algo de muito grande, mas enquanto a obra não está terminada, não se pode falar em “genial”. Falo isso de Rosa com base em depoimentos de minha antiga mestra Dirce Côrtes Riedel, que o conhecera pessoalmente. Autores medianos podem escrever uma obra genial. Autores geniais podem escrever obras medianas. No caso do curso da Unisinos, destaco o fato de ser em parceria com a Academia Brasileira de Letras, que marca uma nova era nas relações entre esta instituição e a Universidade. Acho que é um sinal dos nossos tempos. Como venho afirmando e escrevendo há algum tempo, um dos traços de nossa evolução intelectual recente, no plano institucional, é a nova relação de colaboração entre as duas “academias” , a tradicional, representada pela Brasileira de Letras e pela Bilbioteca Nacional, de um lado, e a “academia universitária “ moderna, surgida no Brasil nos anos 30  a partir do núcleo fundador (USP, a atual UFRJ e creio que tb a UFMG é dos anos 30 ). Quanto a cursos para formação de agentes literários acho ótima a idéia, mas como curso de pós – graduação, de preferência dentro de um currículo mais amplo de formaçào para a indústria editorial.

 

Italo Moriconi

 

 

 

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À questão proposta, respondo sem pestanejar: sim!

Explico-me.

A tendência a escrever, pode vir desde muito cedo, e é bom que venha. Daí os poeminhas, os diários, a descoberta do prazer de escrevinhar, a descoberta do estilo pessoal o hábito, a disciplina...

Mas o salto, só pode ser dado na Universidade e, curiosamente, não necessariamente de Letras. (Veja-se por exemplo, Riccardo Piglia, em Laboratório do Escritor Ed. Iluminuras, S. Paulo)

Agora, quanto à idéia de uma “ Escola de Escritura”, que acho ótima, aqui vai o depoimento do fundador de uma delas, o escritor Alessandro Baricco, que esteve recentemente em S. Paulo (Dados mais precisos sobre a vinda e a obra dele cf. em www.centopeia.net):

“De onde vem hoje a figura do narrador? Bem é isso, por exemplo, que desenvolvemos na Escola de Escritura  (respondendo a uma pergunta), que eu e um grupo de amigos fundamos em Turim há onze anos. Chama-se Holden, do nome do protagonista do livro de Sallinger O Apanhador no Campo de Centeio, um menino que em nossa escola não seria expulso.

Nessa escola fazemos o futuro escritor experimentar a escrever roteiros de cinema, slogans publicitários, transmissões radiofônicas, web-sites, programas de TV, etc... O importante é que ele tenha ecos de técnicas de narração muito diferençadas: pop, musicais, vídeo-games, vídeo-clips: tudo isso vai cair naquilo que ele vai escrever. E também há um traço artesanal que é muito importante, na escola. É uma idéia minha, muito elementar, de carpinteiro: abrir o lenho, sentir o veio...

Hoje a velocidade está nas artes menores, as que estão próximas do povo, pois estas é que precisam de velocidade. Mas nós cruzamos muito. Os publicitários, por exemplo, vão ler Proust, porque ali é que eles vão aprender a lentidão. Temos 25 alunos por curso e o curso dura dois anos. Só a presença (80 por cento) é obrigatória.

Tem alunos de todo gênero. Respondem à entrevista:-- Você, o que  faz? Faço um blog, 3 a 4 horas por dia. Mais da metade para ler as cartas dos leitores. -- Tudo isso?-- Sim, faço de conta que sou uma dona de casa de 45 anos. Tenho 80 mil leitores...

Já, dos romances publicados na rede, quase ninguém faz download. Só de páginas de crítica, isso sai.”

 

A.F.B (Aurora Bernardini)

 

 

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Músicos se forma em música, artistas plásticos se formam em artes plásticas, bailarinos se formam em dança, cineastas se formam em cinema. No entanto aquele mesmo purismo sacrossanto que faz com que as pessoas esqueçam que literatura é também um como faz com que estrilem diante de um curso de formação de escritores. E Hitchcock não passou pela escola, nem Francis Bacon etc.. Que venha a escola. Que forme os seus alunos (decentemente? não conheço o tal curso.). Que os não-escolados continuem seu trabalho, como sempre. E que se ouçam as mesmas pessoas que reclamam de falta de formação do público brasileiro pedindo que se feche o curso. E que os “”malditos”” e os “”párias”” se refestelem na maldição que é tudo o que mais desejam.

 

se eu ainda me arrepender eu te peço pra tirar!!!

e, aargh!, o pai é bem baiano, meu avô alagoano, minha mãe é catarina, o seu pai era gaúcho, sou cronista e estribucho: que já basta, ó, ceará!!!

 

saúdes

 

caetano waldrigues galindo

 

 

 

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FORMAÇÃO DE ESCRITORES

 

         Os cursos de Letras não sei como funcionam. Mas é para eles que os vocacionados para as letras se voltam. Por outro lado, a grande maioria dos escritores brasileiros não cursou Letras. São quase todos formados em Direito, Medicina, etc. Uns poucos não têm curso superior. Na verdade, o escritor se faz com muitas leituras. E com muito exercício. Além disso, precisa de muita imaginação, talento, dedicação. Não acredito que surjam escritores de uma faculdade para formar escritores, se os alunos não forem bons leitores, não tiverem aquelas virtudes próprias do escritor. Escrever se aprende na escola, desde a primeira infância. Aprender a ler e adquirir o hábito da leitura também vêm dos primeiros anos. Seria um absurdo um homem de cinqüenta anos, que nunca leu nada, a não ser livros didáticos, tornar-se escritor após dois anos de curso. No máximo, será um bom vendedor de livros. Ou um agente literário. Se os donos do curso estiverem pensando apenas em formar profissionais da área de editoria, livraria, agenciamento literário, etc, acredito no sucesso da empreitada.

         Machado de Assis pouco estudou em escola, Graciliano Ramos também teve estudos incompletos, Guimarães Rosa formou-se em Medicina. Nenhum deles fez curso para ser escritor, a não ser o curso normal de todo escritor: muita leitura, muita escrita. Mas para ser escritor não basta fazer curso. Antes de tudo, é preciso ter talento e imaginação. Talvez vocação. Mas vocação é pouco. E o que seria vocação? Acredito que todo ser humano nasce predestinado a ser isto ou aquilo. Se nasceu para ser sanguinário, buscará os caminhos do sangue e será açougueiro, cirurgião, policial, ditador, etc. Procurará os seus caminhos. Se nasceu para ser criador de letras, sons, histórias, mesmo que muito pobre, mesmo que impedido de ler, um dia se esconderá numa biblioteca e dela não mais sairá. Será a sua ponte. Se não tiver papel para escrever, usará as paredes. Ou guardará tudo na memória, até que um dia consiga um caderno e um lápis.

         Não precisamos de mais escritores. Já os temos até em demasia. Para cada grupo de mil escritores brasileiros apenas um consegue editor. Os demais ou permanecem inéditos ou financiam a edição de seus livros. O que falta é leitor. Em vez de faculdade para formar escritores, por que não investir na leitura, na formação de leitores? É esse o papel da escola, do educador, do professor, da mídia, de todos nós. Só assim os escritores terão editores e leitores. E desses leitores surgirão novos escritores. Assim caminhará a humanidade.  

 

 

Nilto Maciel

 

 

 

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Parece-nos importante a formação superior para escritores e agentes literários, porque significa uma ajuda à aqueles que não tiveram oportunidade de estudar letras ou cursos correlatos, aos autodidatas e aos que necessitam de contatos com os meios literários.  

 

Napoleão Valadares-Presidente da ANE

 

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Quanto mais mercado de trabalho houver para o escritor melhor. Quanto mais oportunidades profissionais para que ele se mantenha vivo, sobreviva, e possa expandir sua arte e benefícios, melhor. Já imaginou centenas de Cursos para formação de Escritores em todo o país nessa crise braba que estamos atravessando? Quantos empregos para escritores não surgiriam? Agora, o que não pode haver é a obrigatoriedade do diploma de curso superior universitário para o cara ser escritor. Aí dá o mesmo problema que deu com o jornalismo. Adoraria participar como ouvinte, pelo menos, de um curso que tivesse conferências e aulas de sabedoria literária ministrados por um Joyce, um Huidobro, um Guimarães Rosa, uma Virginia Wolf, uma Clarice Lispector, um Lucio Cardoso, um Roberto Piva, um José Alcides Pinto, uma Antonin Artaud, um Kafka, um Osman Lins, um Evandro Affonso Ferreira. Por que não? É claro que existem os dons inatos, a inspiração. Que samba não se aprende na escola. Claro. Mas na dispersão fragmentária do nosso mundo contemporâneo e bárbaro não teria problema nenhum conviver diariamente com gente sabida e sensível que desse toques sobre os seus prodígios e a sua magia. Mas tinha que ser uma universidade muito louca, numa ilha, no meio do mato, com padrões metodológicos e conteúdos pra lá do convencional. Em vez de salas de aula em compenetradas cadeiras tudo fecundamente desarrumado como numa grande taverna cósmica no meio do mar, com direito a deuses alucinógenos de cada cultura do mundo e onças transitando pelo meio. De outro modo não dá. E acho que quem foi contra, não quis nem falar no assunto, escritores e poetas é porque já faz sua boquinha em outra profissão . Já tá com a vida feita.

Quando bater a necessidade quero ver se não vai correndo pro Rio Grande do Sul .

 

 

Carlos Emílio C. Lima

 

 

 

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