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08/03/2010 13:45:00
Érika Machado: a moça do 302



Por Jovino Machado e Ana F.




                                                                                        Divulgação

 
1: Quem é Érika Machado?

Começou com uma pergunta que eu poderia dar um montão de respostas, poderia parecer uma pessoa sensacional e ter uma vida espetacular, mas nem sempre é assim. Sou a moça do 302, a filha mais velha, aquela que gosta de fazer os desenhos coloridos, faz umas músicas e sai cantando por aí…

2: O que é música?

Esta pergunta é muito difícil de responder, vou pular.

3: Qual foi o seu primeiro contato com a música?

Com a música eu não me lembro muito bem, mas com um instrumento foi na adolescência, quando eu conhecí a Janaína, a Dani, o Sérgio, a Kátia…

4: Como está a carreira de artista plástica?

Tá bem misturada com a carreira da compositora, da cantora… não consigo separar os trabalhos, penso tudo como linguagem, tudo é meu ponto de vista em suportes diferentes.

5: Como foi o retorno afetivo do cd Baratinho lançado em 2003?

Este CD foi um divisor de águas na minha vida, a partir dele passei a vender meu trabalho como música. O Baratinho abriu portas e possibilitou a gravação do No Cimento.

6: Como acontece o processo de composição entre você e a Cecília? Vocês fazem tudo misturado e ao mesmo tempo ou existe uma que sempre faz a letra e a outra que sempre faz a música?

Não tem nada estipulado, é tudo misturado sim, e cada vez acontece de uma maneira.

7: Como você enxerga a cena atual da música mineira? Existe uma cena mineira?

Acho que sim, na verdade várias cenas!! Minas tem uma coisa muito legal que é a diversidade, tem Milton, Lô, Sepultura, Pato Fu, Uakiti, Skank, Jota Quest, o Cesar Menotti e Fabiano, Digitaria, Makely ka, Kristoff Silva, Graveola e o Lixo Polifônico, Marina Machado… Eu tenho uma identificação muito grande com vários artistas daqui.



                                                                                             Divulgação

8: Dentro de toda a geleia geral brasileira, o que você sente que mais influencia o seu trabalho?

Pato Fu, Arnaldo Antunes, Rita Lee, Jõao Gilberto, Maurício Pereira, Lô Borges, Kid Abelha, Paralamas, Adriana Calcanhoto…

9: O que acha do Manoel de Barros?

Ma ra vi lho so!!!

10: O que mudou no seu jeito de fazer música e de perceber a própria obra depois que o John apareceu?

A maior mudança é que antes eu fazia a minha música sozinha e a minha banda inteira era o meu violão.

11: Quais são os seus desenhos animados preferidos?

A Vaca e o Frango
Dexter
South Park
Simpsons
Bob Esponja

12:
Qual é o seu beatle preferido?

John Lennon

13: Você conhece alguma "Robertinha" que tenha te inspirado a inventar essa música?

Eu mesma.

14: Baden e Vinícius, Caetano e Gil, Cazuza e Frejat: são todas parcerias consagradas. Qual parceria inédita você gostaria que acontecesse?

Érika Machado e Rita Lee.

15: Você gosta da galera do Clube da Esquina? Dentre todos,com quem você mais se identifica?

Gosto sim, gosto muito do Milton e do Lô Borges

16: Quem são os seus compositores prediletos?

Arnaldo Antunes, Maurício Pereira, Nando Reis, Adriana Calcanhoto, Lô Borges, John Ulhoa e Rita Lee.

17: O que te agrada mais no cd No cimento de 2007?

Me agrada tudo, tenho muito orgulho deste trabalho.

18: Qual a diferença entre o cd No cimento e o cd Bem me quer mal me quer?

No Cimento é um CD mais solitário, assino quase todas as músicas sozinha e só eu, o John e o Danielzinho gravamos então tem muitos sons sintetizados. Enquanto em Bem Me Quer Mal Me Quer é um disco cheio de parcerias, todos os meninos da banda gravaram nele, então ele é bem mais orgânico. Também sei que No Cimento é quase alegre, Bem Me Quer Mal Me Quer é quase triste.

19: O que significa o prêmio de artista revelação da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) para a sua obra e para a sua carreira?

Fico orgulhosa de ter ganho este prêmio, principalmente pelas pessoas que votaram no ano que eu ganhei o prêmio: Bruno Yutaka Saito, Inês Fernandes, José Flávio Jr, Marcus Preto, Pedro Alexandre Sanches. Foi bem legal este acontecimento na minha vida, eu acho mó moral!

20: O que é mais importante na vida para Érika Machado?

Dormir muito, comer bem, fazer músicas, encontrar os amigos legais, andar de bicicleta e ser útil pra alguém.



  



                                                * * *



Ana F. tem 19 anos, é libriana e escreve desde criança.Morou em Mateus Leme até recentemente, quando se mudou para Belo Horizonte para cursar biologia na UFMG. Publica exercícios de poesia no Blog: www.ornitorrincodefenestrado.blogspot.com
E-mail: ornitorrincomendes@gmail.com
 



Jovino Machado (Belo Horizonte/MG). Formado em letras (UFMG). Atua como restaurateur. Publicou 10 livros, entre eles Trint´anos Proustianos (Mazza Edições, 1995), Disco (Orobó Edições, 1998), Samba (Orobó Edições, 1999), Balacobaco (Orobó Edições, 2002) e Fratura Exposta (Anomelivros, 2005). Recentemente, 2009, também publicou a plaquete poética Meu Bar Meu Lar. Próximo lançamento: Cor de Cadáver (Anomelivros, 2009). Participações em Dimensão (Revista Internacional de Poesia, Uberaba, MG, 1998), A Poesia Mineira no Século XX (Imago, Rio de Janeiro, 1999), A Cigarra-Revista de Poesia (Santo André, SP, 2000), O Melhor da Poesia Brasileira – Minas Gerais (Joinville, SC, 2002), antologia poética O Achamento de Portugal (Fundação Camões, Lisboa, Portugal e Anomelivros, 2005), Suplemento Literário de Minas Gerais (2007) e Rascunho (2008). Menção honrosa na revista literária da UFMG (1991) e terceiro prêmio de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes (RJ, 2002). E-mail: jovinomachado@yahoo.com.br   Blog: http://jojomachado.zip.net  

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